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Teste Nacional de Privacidade: qual o nível de consciência digital dos brasileiros?

teste nacional

Esse levantamento de 2025 pinta um cenário intrigante e desafiador para o Brasil, que ficou em 9º lugar entre 31 países. A pesquisa comparou as respostas de cidadãos internacionais sobre hábitos digitais diários, consciência sobre privacidade digital e ameaças à cibersegurança – e os brasileiros obtiveram notas inferiores à média global em todos esses quesitos.

Raio-X do Brasil online

O melhor desempenho brasileiro foram em responder:

  • Como criar uma senha forte (96% responderam corretamente),
  • Como lidar com ofertas suspeitas de serviços de streaming (94%),
  • Quais dados sensíveis devem ser compartilhados com aplicativos em suas configurações de permissão (93%),
  • Os riscos de salvar detalhes do cartão de crédito nos navegadores (86%),
  • Os tipos de dados que devemos evitar compartilhar em redes sociais (86%)

Os pontos mais fracos no país foram em responder: Quais ferramentas online protegem a privacidade digital (27% responderam corretamente) – como uma conexão VPN ou um firewall, por exemplo.

Quais dados os provedores de Internet coletam como parte dos metadados (11%),

Onde armazenar senhas em segurança (19%),

Como proteger a rede de Wi-Fi em casa (13%),

Quais problemas de privacidade devem ser levados em consideração ao se usar ferramentas de IA no trabalho (11%)

A relação com a IA, em particular, é um ponto de preocupação relevante no país. Empatados com os mexicanos, os brasileiros destacaram-se negativamente como os que menos sabem a respeito de golpes comuns conduzidos com ajuda da tecnologia de inteligência artificial.

Ambos os países nadam na contracorrente da tendência global nesse assunto: a compreensão dos participantes a nível mundial aumentou 5% em um ano (indo de 63% para 68%).

Práticas de segurança e privacidade com IA

Como a tecnologia de inteligência artificial está em evidência e deve se tornar cada vez mais presente, é relevante ter noção de alguns cuidados básicos, como:

  1. Devemos ajustar configurações de segurança e privacidade das ferramentas de IA a nosso favor antes de usá-las;
  2. Desativar o histórico de chats dessas ferramentas pode fazer tarefas cotidianas demorarem um pouco mais, mas aumenta significativamente a privacidade;
  3. Ativamente evitar compartilhar dados sensíveis com os modelos de IA;
  4. Não devemos confiar completamente nas respostas recebidas. Além das alucinações recorrentes e das eventuais limitações de pesquisa dentro da base de dados das IAs, os modelos estão sujeitos a ciberataques, como a injeção prompts – que podem resultar desde em informações falsas até a extração de dados sensíveis da conversa;
  5. Prestar atenção nos destinos dos links e na extensão dos arquivos gerados, também pelo eventual risco de contaminação do modelo por agentes maliciosos;

No plano geral, o Brasil empatou com México e Argentina, no 9º lugar, e manteve-se acima de Espanha, Itália e Coreia do Sul. Porém, ficou abaixo de países como Lituânia, Singapura, Estados Unidos, Índia e Finlândia na colocação global.

Diferentemente do Brasil, a média global de respondentes indicou ter ganhado conhecimento em relação a ferramentas online que protegem a privacidade digital – subindo de 27% para 32% ante 2024.