Show da Tarde – Mensagem: Mas, por que é tão difícil perdoar?

Postado em 21/01/2016 14:40

A razão principal para que haja tanta dificuldade em se perdoar é que muitas pessoas não sabem o que significa a palavra “perdão” ou se sabem, não estão dispostos ou preparados para perdoar verdadeiramente.

O perdão não é só pedir desculpas. Fazendo assim, você está admitindo o problema, mas não a sua responsabilidade.


O perdão não é condicional e não pode ser conquistado. Não se pode exigir mudanças na pessoa: “Talvez, se colocar sua vida em ordem, eu a perdoe”. Não se pode estabelecer condições para o perdão.


O perdão não é um sentimento, pois haverá ocasiões em que você não sentirá que perdoou.


O perdão não é arquivar os erros.


O perdão não é fingir que não houve nada de errado. É muito comum a pessoa continuar vivendo como se não houvesse problema algum. Se é assim que você está lidando com a situação, não se surpreenda se o problema voltar a persegui-lo.


O perdão não é indiferença. Se sua atitude é “e daí?”, está ignorando o conflito que precisa ser solucionado. A indiferença é superficial.


O perdão não justifica o mal. Ter resolvido a ofensa pessoal através do perdão não significa justificar uma atitude errada.


O perdão não é só dizer: “Vamos esquecer tudo isto”. Você não se esquece. Ao contrário, torna-se uma fonte de irritação e ressentimento. Esquecer não resulta em perdoar, mas na verdade o perdão resulta em esquecimento.


O perdão não é tolerância. Simplesmente tolerar o problema não resolve e não melhora o relacionamento.


O perdão não tem como objetivo ensinar uma lição ao ofensor.


O perdão não significa que não advirão conseqüências. Pode acontecer a perda de reputação, de dinheiro, de sono, danos emocionais e um sem-número de inferências.


O perdão não implica na mudança da pessoa perdoada. Quer mude, quer não, o mandamento de Deus é perdoar; não somos responsáveis pelos atos alheios.


Perdoar não é tolerar um ato mau ou prejudicial. Tolerar significa que a pessoa declara que na verdade o ato não foi errado ou mau. Quando perdoa, uma pessoa admite que o ato foi errado ou mau, mas escolhe perdoar apesar disso.


Então, o que é perdão?


Perdoar é um ato de altruísmo, é realizar algo agradável que a outra pessoa não merece, ajudando-a a ter o dom da gratidão.


Perdão é quando a justiça e misericórdia vêm juntas.


O perdão não desculpa ou minimiza o ferimento causado pela outra pessoa. Pelo contrário, declara: “Sim, você fez algo que me machucou. Você agiu mal”. Mas então perdoar é agir com misericórdia e dizer: “Escolho não sustentar isso contra você. Eu o perdôo”.


Perdão é uma demonstração de força e não de fraqueza. Mais homens que mulheres receiam que perdoar e pedir perdão seja uma demonstração de fraqueza pessoal, que os faz perder a imagem de masculinidade. Entretanto procurar restaurar um relacionamento através do perdão é o verdadeiro sinal de força de caráter.


Perdão é uma redução altruísta do desejo de se separar, buscar vingança ou se defender, bem como um desejo de se reconciliar quando puderem ser restabelecidas boas normas morais. Altruísmo é a consideração desinteressada pelo bem-estar da outra pessoa. O perdão é motivado por um coração tocado por empatia e humildade.


Perdão – Reconciliação – Restauração


No casamento, parceiros sempre ferirão um ao outro. Ferir é inevitável. O que distingue os bons matrimônios dos problemáticos é como os casais se reconciliam depois das feridas inevitáveis e se o fazem com eficácia.


O perdão constitui um passo fundamental na jornada rumo à reconciliação. Reconciliação significa reconstruir a confiança depois de uma violação de confiança. A confiança é reconstruída quando ambas as partes evidenciam um comportamento amoroso e confiável.


O que é que leva a pessoa a parar de se sentir magoada e estar pronta para agir com amor? Duas coisas: por um lado, a pessoa que infligiu o ferimento precisa sinalizar que está depondo as armas, amolecer o coração, mostrar-se vulnerável. Por outro lado, a que sofreu o ferimento tem de sinalizar que se distancia da vingança, abdicar do isolamento e da separação, e abrir o coração para o agressor.


Podemos com isto dizer que para se alcançar a restauração de um relacionamento, ambos os parceiros precisam tornar-se peritos tanto em confessar quanto em perdoar.


Pensamento: “A dureza do coração é muito pior do que a decepção, e é um poderoso destruidor de relacionamentos

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