O cantor e compositor Arlindo Cruz, 66 anos, começou a ser velado às 18h deste sábado (9), na quadra da escola de samba Império Serrano, no Rio de Janeiro — sua escola de coração. O corpo do sambista foi colocado no centro da quadra, que está preparada para receber amigos, familiares e fãs. O velório é aberto ao público e seguirá até as 10h deste domingo (10).
Logo no início da tarde, chegaram as primeiras coroas de flores, entre elas uma da Beija-Flor de Nilópolis e outra da Presidência da República, com a mensagem: “Homenagem ao talento, poesia e generosidade do sambista perfeito. Solidariedade à família, amigos e fãs. Presidente Lula e Janja”.
Atendendo a um pedido da família, quem comparecer deve vestir roupas claras, preferencialmente brancas. A despedida acontece no formato de gurufim, um ritual de origem africana trazido ao Brasil por povos escravizados, marcado por música, dança, comida e bebida, com o objetivo de celebrar a vida de quem partiu e transformar a dor em homenagem e alegria.
A palavra “gurufim” vem do idioma quimbundo, falado em Angola, e significa “adeus” ou “despedida”. Em tradições afro-brasileiras, como o candomblé e a umbanda, o termo tem um significado espiritual mais profundo, relacionado ao encaminhamento da alma. Durante a cerimônia, a bateria do Império Serrano também fará uma apresentação em homenagem ao artista.













