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PF finaliza contagem de quase R$ 15,3 milhões em dinheiro vivo apreendidos em ação contra fraudes com bitcoins

Postado em 27/08/2021 15:04

Dinheiro encontrado na casa de Glaidson Acácio dos Santos, dono da GAS Consultoria Bitcoin Foto Divulgação

A Polícia Federal concluiu nesta sexta-feira a contagem de dinheiro apreendido na operação Kryptos. De acordo com a  PF, a contabilização dos valores apreendidos em moeda estrangeira, após conversão, apresentou um montante de aproximadamente R$ 1,3 milhão em espécie totalizando os valores confiscados, em dinheiro vivo, no âmbito de toda a ação, em cerca de R$ 15,3 milhões.

As apreensões feitas pela PF nesta quarta-feira, na Operação Kryptos, dão a dimensão do esquema de pirâmide financeira investigado no Rio de Janeiro. De acordo com a corporação, o alvo era uma organização criminosa responsável por fraudes bilionárias envolvendo criptomoedas. Os agentes recolheram 21 carros de luxo, 591 bitcoins – equivalente a R$ 147 milhões na cotação atual.

De acordo com a PF, Glaidson, de 38 anos, movimentou mais de R$ 2 bilhões na GAS Consultoria. Trata-se de uma mudança brusca no padrão de vida do suspeito. Segundo um registro do Ministério do Trabalho, em 2014 ele recebia cerca de R$ 800 mensais com emprego de garçom na Orla Bardot, em Búzios, na Região dos Lagos (RJ).

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Glaidson é casado com a venezuelana Mirelis Díaz Zerpa e ostenta carros de luxo. O empresário, entretanto, evita aparecer em público e não é afeito a redes sociais.

De acordo com a investigação, a empresa de Glaidson, com sede na Região dos Lagos, é responsável pela operacionalização de um sistema de pirâmides financeiras ou “esquemas de ponzi”, calcado na efetiva oferta pública de contrato de investimento, sem prévio registro junto aos órgãos regulatórios, vinculado à especulação no mercado de criptomoedas, com a previsão de insustentável retorno financeiro sobre o valor investido.

Glaidson (à esquerda) e Cláudio José de Oliveira, o 'Rei do Bitcoin': os dois são alvo de acusações semelhantes Foto: Fotos de reprodução
Glaidson (à esquerda) e Cláudio José de Oliveira, o ‘Rei do Bitcoin’: os dois são alvo de acusações semelhantes Foto: Fotos de reprodução

Nos últimos seis anos, a movimentação financeira das empresas envolvidas nas fraudes apresentou cifras bilionárias, sendo certo que aproximadamente 50% dessa movimentação ocorreu nos últimos 12 meses, diz a PF. Glaidson prometia lucros de 10% ao mês nos investimentos em bitcoins, mas os investigadores afirmam que a GAS nem sequer reaplicava os aportes em criptomoedas, enganando duplamente os investidores.

Após a prisão de Glaidson, a GAS Consultoria enviou um comunicado para os investigadores. A empresa afirmou que “os pagamentos serão feitos normalmente” e que “os advogados estão atuando” para soltar o empresário. Ainda de acordo com a nota, enviada a um grupo de WhatsApp, os funcionários pediram para que os clientes tenham “serenidade” e finalizam dizendo que eles estão trabalhando para “honrar os compromissos assumidos”.

 

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