O cantor, compositor e pianista Benito di Paula morreu neste domingo (18), aos 84 anos, em São Paulo. Ele estava internado no Hospital 9 de Julho e tratava um câncer de próstata havia cerca de um ano. A complicação foi a causa da morte.
Nascido Uday Vellozo, em Nova Friburgo, no Rio de Janeiro, Benito di Paula ganhou projeção nacional nas décadas de 1970 e 1980, com um estilo que unia o samba ao romantismo, marcado pelo piano e pela voz característica.
Reconhecido por unir o samba a elementos românticos, Benito construiu uma linguagem própria na música popular brasileira. Com voz inconfundível e piano marcante, conquistou gerações e assinou clássicos como “Retalhos de Cetim”, “Meu Amigo Charlie Brown”, “Mulher Brasileira” e “Do Jeito Que a Vida Quer”.
O compositor passou anos sem lançar canções, mas em 2021 lançou o disco “O Infalível Zen”, em parceria com o filho, Rodrigo Vellozo.
Ao longo da carreira, Benito aproximou o samba da música romântica e popular e se tornou um dos artistas de maior identificação com o público brasileiro. Sua obra é reconhecida pela personalidade artística, pela interpretação intensa e pela capacidade de criar uma conexão direta com quem o ouvia.
Velório de Benito de Paula aberto ao Público
O velório será aberto ao público na terça-feira (20), das 9h às 15h, no Theatro Municipal de São Paulo, no centro da capital paulista.
O sepultamento está previsto para as 17h, no Cemitério Morumby, também em São Paulo, mas restrita a familiares e amigos próximos.















