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De Divinópolis para o mundo: morre Áureo Ameno, ícone do rádio brasileiro

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O rádio brasileiro perdeu neste sábado (11) uma de suas vozes mais emblemáticas. O jornalista e radialista Áureo Ameno faleceu aos 92 anos, no Hospital São Lucas, em Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro. Segundo familiares, ele estava internado e não resistiu a complicações renais.

Natural de Oliveira, no Centro-Oeste de Minas Gerais, Áureo de Souza Ameno iniciou sua trajetória no jornalismo em 1954, num momento histórico para o país: foi dele uma das primeiras coberturas radiofônicas sobre a morte do presidente Getúlio Vargas, feita por telefone para a Rádio Globo, BBC de Londres e Agência Nacional.

O talento e a voz inconfundível logo o destacaram entre os grandes nomes do rádio. No ano seguinte, Áureo foi contratado pela Rádio Globo, onde construiu uma carreira sólida que se estendeu por 44 anos. Durante esse período, participou da cobertura de três Copas do Mundo1958, 1966 e 1970 —, eternizando-se como uma das referências da crônica esportiva nacional.

Ao longo da carreira, o mineiro também teve passagens marcantes por Rádio Tupi, Rádio Transamérica — onde atuou como comentarista esportivo até 2015 — e pelo histórico Repórter Esso, símbolo do jornalismo de credibilidade no país.

Com seu estilo clássico, voz firme e um compromisso inabalável com a notícia, Áureo Ameno se tornou um mestre para gerações de radialistas e jornalistas esportivos.

O comunicador deixa uma trajetória que se confunde com a própria história do rádio no Brasil — marcada pela paixão pelo esporte, pela ética profissional e pela dedicação integral à informação.

O radialista Garcia Júnior conta que, embora nascido em Oliveira, Áureo circulava por Divinópolis fazendo serviços de carro de som. Foi nesse período que surgiu a oportunidade de trabalhar na Rádio Cultura, a convite de Mayrinck Pinto de Aguiar, em um dos primeiros passos de sua trajetória profissional.