A atriz Bruna Marquezine, 26 anos, acabou se envolvendo em uma série polêmica no último Halloween. Ela causou revolta ao publicar, em suas redes sociais, imagens em que aparece fantasiada de enfermeira para os festejos de 31 de outubro. De olho no episódio, o Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP) divulgou ontem um comunicado repudiando atitudes como a de Marquezine, a qual, na visão do órgão regulador, “desvalorizam o profissionalismo da enfermagem”.
A enfermagem é uma profissão que exige conhecimentos técnicos,
anos de estudo e muito empenho e dedicação em seu cotidiano. Além
disso, por ser uma categoria predominantemente feminina, com mais
de 80% de mulheres, sofre os impactos das desigualdades de gênero,
o que inclui episódios de violência e assédio.
Por esses e muitos outros motivos, é inadmissível que a fantasia de
enfermeira, utilizada em carnavais, festas de halloween e sátiras
continue sendo tolerada pela sociedade, sobretudo por formadores de
opinião.
O tema já foi alvo de intervenções do Coren-SP por diversas vezes,
como no episódio em que as atrizes Giovanna Ewbank e Ingrid
Guimarães humildemente se retrataram por terem se apropriado da
imagem da profissão com conotação sexual. Deparamos-nos nas
recentes celebrações de Halloween com a atriz @brunamarquezine Bruna
Marquezine fantasiada do que a mídia chamou de “enfermeira sexy”.
Também com postagem de influenciadoras como Cátia Damasceno, que
fez uma enquete para que os seguidores escolhessem sobre a fantasia
de mulher gata ou “enfermeira bem sexy; e Thais Massa que se
fantasiou como tal.
Repudiamos veementemente essa conduta, pois ela incentiva a
sexualização de uma categoria que há décadas luta por valorização e
respeito. São trabalhadoras que enfrentam sucessivas jornadas de
trabalho, em seus lares e no cotidiano profissional e que não
merecem ou devem ser estereotipadas dessa forma.
O Coren-SP defende que todo o humor e diversão são válidos desde
que não prejudiquem ou provoquem qualquer impacto negativo na vida
do próximo. Por isso faz um apelo à sociedade e aos formadores de
opinião: respeitem e valorizem as mulheres da enfermagem.













