Um acidente envolvendo uma aeronave de carga da Amazon, operada pela companhia 21 Air, resultou na morte de pelo menos cinco pessoas neste domingo, dia 6, no Aeroporto Internacional de Miami, nos Estados Unidos. O incidente ocorreu durante a tentativa de pouso da aeronave, que saiu da pista e causou danos a veículos e infraestrutura próxima à via de acesso ao aeroporto. As autoridades ainda não esclareceram as causas do acidente, mas informaram que a área permanece como uma zona de ocorrência ativa, embora não haja ameaça à segurança pública no momento.
Segundo o Gabinete do Xerife de Miami-Dade, equipes de resgate foram acionadas imediatamente após o ocorrido. Durante uma coletiva de imprensa na noite de domingo, representantes das forças de segurança confirmaram a morte de cinco pessoas, sem detalhes adicionais sobre suas identidades. Testemunhas relataram que a aeronave, um Boeing 767 de 32 anos de idade, vinha de San Juan, em Porto Rico, e tinha como destino o Aeroporto de Miami. O avião pousou na pista 30, que possui mais de 2.700 metros de extensão, conforme dados da Federal Aviation Administration (FAA).
O acidente provocou um incêndio de grandes proporções, com chamas intensas e muita fumaça, que mobilizaram mais de 60 equipes de combate a incêndios. O Corpo de Bombeiros de Miami-Dade informou que o fogo foi controlado após esforços coordenados, mas o impacto na operação do aeroporto foi significativo. Ainda de acordo com o órgão, o avião saiu da pista por volta das 14h, horário local, causando a suspensão temporária das operações em solo, que só foi restabelecida por volta das 17h, embora atrasos nas operações tenham persistido até segunda-feira devido ao avião ainda estar imobilizado na pista.
A FAA e o Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB) estão conduzindo investigações para determinar as causas do acidente. A análise preliminar indica que os pilotos não declararam emergência antes do pouso, e uma avaliação das gravações das comunicações com o controle de tráfego aéreo sugere que o avião não apresentou sinais de problemas antes de ultrapassar o final da pista. Equipes de inspeção informaram que não foram encontrados destroços na pista, mas o impacto danificou equipamentos de navegação na área pavimentada.
A companhia aérea 21 Air, que opera o voo, é uma transportadora de carga com centro de operações em Miami, realizando rotas para empresas como Amazon e DHL. Em comunicado, a Amazon confirmou o acidente e afirmou estar colaborando com as autoridades para esclarecer as circunstâncias, destacando que a prioridade é a segurança e o bem-estar de todos os envolvidos. Kelly Nantel, porta-voz da Amazon, afirmou que a empresa está apoiando as pessoas afetadas e trabalhando em estreita colaboração com as equipes de investigação.
De acordo com dados da IATA (Associação Internacional de Transporte Aéreo), acidentes de saída de pista, como o ocorrido, representam uma das ocorrências mais comuns envolvendo aeronaves em todo o mundo, especialmente em aeroportos com áreas de segurança específicas para esse tipo de incidente. As pistas do Aeroporto de Miami, assim como em outros aeroportos internacionais, possuem zonas de proteção projetadas para minimizar os riscos em caso de saídas de pista durante operações de pouso ou decolagem.














