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Por piso salarial, enfermeiros anunciam paralisação; saiba como fica em Divinópolis

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Enfermeiros de Divinópolis fizeram manifestação em setembro do ano passado. Foto: TV Candidés

Enfermeiros de Divinópolis fizeram manifestação em setembro do ano passado. Foto: TV Candidés.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde (NCTS) anunciou para esta terça-feira, 14, uma paralisação nacional do enfermeiros, para garantir a entrada em vigor do piso da enfermagem, estabelecido em lei aprovada ano passado.

O Sistema MPA entrou em contato com o Sindicato Profissional dos Enfermeiros e empregados em Hospitais (SINDEESS),  que representa a categoria na região. A entidade informou que os protestos devem se concentrar nas capitais, portanto, não há nenhuma ação prevista para Divinópolis.

O Sind-Saúde/MG, sindicato que representa os profissionais da enfermagem do serviço público de Minas Gerais, está organizando a paralisação de um dia. “O movimento demonstra toda a insatisfação da categoria diante dos impasses e empecilhos do governo federal, do Supremo Tribunal Federal e das entidades privadas lucrativas da saúde em pagar o piso aos trabalhadores”, afirma o Sind-Saúde. O Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Divinópolis e Região Centro-Oeste (Sintram) disponibilizou transporte para o servidor da saúde do município participar do ato em Belo Horizonte. 

Ainda em Belo Horizonte, trabalhadores de hospitais da rede Fhemig de Belo Horizonte entraram em greve por tempo indeterminado a partir desta segunda-feira (13). Enfermeiros e técnicos garantem que irão respeitar a escala mínima, a fim de não afetar o atendimento nas unidades de saúde. Já o Sindicato dos Enfermeiros do Estado de Minas Gerais anunciou que os servidores que trabalham na cidade de Passos vão fazer uma paralisação de 24 horas a partir das 7h desta terça-feira (14/2). 

A paralisação é também um indicativo de greve, caso o piso da categoria não seja implementado até o dia 10 de março. A lei nº 14.434, de agosto de 2022, fixou o piso nacional da enfermagem, que passou para R$ 4.750 para enfermeiros e enfermeiras; já técnicos de enfermagem devem receber 75% desse valor (R$ 3.325) e auxiliares de enfermagem e parteiras 50% do valor pago aos enfermeiros (R$ 2.375). 
 
Em agosto do ano passado, o projeto foi sancionado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mas com veto ao trecho que estabelecia que o piso deveria ser reajustado anualmente de acordo com a inflação calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). A lei, no entanto, foi suspensa pelo Supremo Tribunal Federal (STF).