Especialista explica importância da vacinação na prevenção de doenças

Postado em 18/07/2018 17:43

As vacinas são consideradas extremamente eficientes na prevenção e tratamento de diversas doenças. A recomendação é que as primeiras doses sejam administradas em crianças logo ao nascer.

No Brasil, o calendário de vacinação, que traz orientações de quais vacinas devem ser tomadas, assim como a periodicidade das mesmas, é definido pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Segundo os últimos dados divulgados pelo Ministério da Saúde, o calendário adulto e infantil referente à aplicação de todas as vacinas recomendadas está abaixo da meta no Brasil. Entre os adultos, a atenção está voltada para a queda na imunização contra o sarampo, doença altamente contagiosa, que pode levar à morte e que já registra surto em alguns estados do Norte. Já na população infantil, o risco está no retorno da poliomielite, já que, em 312 municípios brasileiros, menos de 50% das crianças foram vacinadas contra a doença.

Em Minas Gerais, de acordo com a Secretaria de Estado de Saúde do estado, este ano, até o mês de maio, a cobertura vacinal da primeira dose da triviral, que protege contra o sarampo, caxumba e rubéola, alcançou cerca de 77% do público-alvo, enquanto a segunda protegeu apenas 61% dos bebês. Em relação à poliomielite, o estado possui 24 municípios com a cobertura vacinal abaixo de 50% em crianças menores de um ano.

Na opinião do coordenador do curso de Farmácia da Faculdade Pitágoras, Klauber Menezes Penaforte, esses dados são extremamente preocupantes e levam à reflexão sobre a questão que está em pauta nos últimos tempos no país: vacinar ou não as crianças. “Ao analisar a baixa nas taxas de imunização e a ameaça da volta de doenças já erradicadas, constata-se que é preciso coerência no tocante à vacinação. Deixar de vacinar um filho, é uma maneira de gerar e assumir riscos que podem influenciar na saúde pública”, ressalta.

Para ajudar a reverter esse quadro, ainda segundo o profissional, é importante manter o acesso da população a novas informações e fomentar discussões sobre o tema, mas é fundamental compreender que, estaticamente, os benefícios da vacinação superam e muito as suas restrições. “Graças ao sucesso das campanhas de vacinação em massa, as doenças mais temidas estavam controladas no país. Por isso, esforços de conscientização devem ser contínuos e prevalecer sobre toda e qualquer forma de senso comum e conhecimento não comprovado cientificamente”, conclui Klauber.

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