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Silêncio que grita por justiça: Família de Elen Cristina aponta contradições e cobra respostas imediatas

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Foto MPA

O caso da morte de Elen Cristina Teixeira Tavares, de 31 anos, em Piumhi, causou revolta entre familiares, que cobram por justiça diante das circunstâncias que cercam o ocorrido. Em entrevista exclusiva ao Portal MPA, a prima Daiana Gonçalves descreveu Elen como uma mulher “amorosa, esforçada e alegre”, muito querida por todos que conviviam com ela. Para a família, a forma como tudo aconteceu levanta sérias dúvidas e não condiz com a versão apresentada pelo companheiro da vítima.

De acordo com a certidão de óbito, a causa da morte foi asfixia mecânica. No entanto, familiares relatam que o corpo apresentava diversas marcas de violência, o que reforça a suspeita de feminicídio. Segundo Daiana, Elen não possuía histórico de convulsões, apesar de o companheiro alegar que ela teria passado mal devido a uma crise convulsiva. “A Elen deu entrada no hospital já sem vida e com muitas marcas de agressão. Isso não é compatível com o que foi dito. Ela sempre foi saudável. Essas supostas convulsões começaram após episódios de agressões, principalmente pancadas na cabeça”, afirmou a prima.

Outro ponto que causa indignação é a contradição nos relatos do companheiro. Antes mesmo do acionamento do socorro, ele teria informado à família que Elen havia sofrido um infarto. Posteriormente, mudou a versão para crise convulsiva. “Nada bate. Para nós, isso só aumenta as suspeitas”, destacou.

A família também relata um episódio ainda mais doloroso: a filha de Elen, de apenas 10 anos, teria filmado a mãe já sem vida. “Uma criança não teria discernimento para registrar uma crise convulsiva. Pelo vídeo, é possível perceber que ela já estava morta”, disse a prima. Além disso, há registros anteriores de violência doméstica envolvendo o casal, incluindo boletins de ocorrência em 2025.

Apesar de ter sido levado à delegacia para prestar esclarecimentos, o companheiro foi ouvido e liberado, o que gerou ainda mais revolta. A justificativa apresentada foi a falta de provas suficientes para mantê-lo preso neste momento. Enquanto o laudo pericial completo pode levar até 30 dias para ser concluído, a família questiona a demora. “Diante de uma suspeita de feminicídio, será que não é possível agilizar esse processo? Estamos sem respostas”, desabafou Daiana.

Neste momento, o principal apelo da família é por justiça. Eles pedem que o caso seja tratado com a urgência que merece e que todas as circunstâncias sejam devidamente esclarecidas. “Ela não é só mais um número. A Elen era mãe, filha, uma pessoa querida. A gente só quer justiça”, finalizou a prima.

Até o momento não há um posicionamento oficial da Polícia Civil sobre o caso. VEJA ENTREVISTA:

Foto MPA