A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre a morte de Priscila Beatriz Teixeira, de 38 anos, assassinada a facadas na noite de 23 de fevereiro, em Campos Altos, no Alto Paranaíba. O suspeito, Matheus Vinícius de Souza, de 18 anos, foi indiciado por feminicídio e importunação sexual.
Segundo as investigações, o jovem matou a vítima com cerca de 15 golpes de canivete depois que ela recusou um beijo durante uma negociação para venda de um celular. O crime aconteceu no portão da casa de Priscila, no bairro Camposaltinhos, e foi presenciado pelo filho dela, de 8 anos. Por isso, a pena prevista para o feminicídio pode ser aumentada em um terço.
De acordo com o delegado Jeferson Leal, há indícios de que o crime foi premeditado, já que o suspeito foi até a residência da vítima levando um canivete. Câmeras de monitoramento também registraram Matheus nas proximidades da casa dias antes do assassinato, segundo familiares.
Na noite do crime, dois dos três filhos de Priscila estavam na casa. O menino de 8 anos presenciou o ataque, correu pela rua pedindo ajuda e foi acolhido por um vizinho, que acionou socorro. A vítima chegou a ser levada consciente para o Hospital Municipal de Campos Altos, mas não resistiu aos ferimentos.
Após o crime, o suspeito fugiu pulando muros de casas da região até alcançar outra rua. Testemunhas reconheceram o jovem e ajudaram a polícia a identificar o autor. Durante as buscas, a Polícia Militar recebeu a informação de que um homem tentava contratar um táxi dizendo ter cometido “um fato grave” e que precisava sair com urgência da cidade.
Com base em dados de um aplicativo de mensagens, os militares localizaram o endereço de Matheus, onde ele foi encontrado e preso. No local, foram apreendidas roupas sujas de barro e molhadas semelhantes às registradas nas câmeras. Ele também confessou o crime e reconheceu o canivete de cabo azul encontrado na casa da vítima como a arma usada.
Matheus, que não tinha antecedentes criminais, foi levado para o Presídio Regional de Araxá, onde permanece preso.
Priscila trabalhava como cozinheira em um projeto municipal e, segundo amigos, era conhecida por ser alegre e dedicada à família. Ela deixou três filhos, de 5, 8 e 13 anos, que estão sob os cuidados dos pais biológicos.
Em nota, o Ministério Público de Minas Gerais informou que vai analisar o inquérito para definir as medidas cabíveis no caso.














