Um forte temporal atingiu a cidade de Belo Horizonte neste domingo (30), causando danos e registros de precipitação acima do esperado para o mês de agosto. A combinação de altas temperaturas, elevada umidade na atmosfera e a influência da Serra do Curral foram apontadas pela Defesa Civil como fatores determinantes para a formação da tempestade, que trouxe rajadas de vento, queda de árvores e destelhamentos em diferentes regiões da capital mineira.
Antes do início da chuva, a cidade registrou a temperatura máxima do ano na região da Pampulha, atingindo 35,4°C às 14h. Este calor intenso favoreceu a formação de uma tempestade convectiva, fenômeno meteorológico caracterizado pela ascensão de ar quente e úmido, que resulta na formação de nuvens de grande desenvolvimento vertical. Essas nuvens, por sua vez, geraram chuvas rápidas e intensas, acompanhadas de fortes rajadas de vento, típicas de tempestades do tipo.
De acordo com dados da Defesa Civil de Belo Horizonte, a região Oeste foi a mais afetada, registrando 54 mm de chuva em apenas duas horas durante o evento. Este volume representa mais de cinco vezes a média climatológica para agosto, que é de aproximadamente 10,6 mm, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). A região Centro-Sul também teve precipitação significativa, com cerca de 21 mm, quase o dobro do esperado para o período.
A intensidade do temporal provocou diversos incidentes na cidade. Pelo menos 28 ocorrências de queda de árvores foram registradas pelo Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), além de nove destelhamentos, todos concentrados na Regional Leste. Na Vila Dias, bairro da Região Leste, o vento levou um telhado de metal que atingiu três residências. Outras regiões, como Noroeste, Nordeste e Leste, também tiveram registros de precipitação, embora em menor escala.
A chuva causou ainda prejuízos às estruturas de comércio na Feira Hippie, onde barracas foram destruídas pelo temporal. As imagens do ocorrido foram divulgadas por diferentes fontes locais, evidenciando a força do fenômeno atmosférico. Os dados de precipitação variaram bastante entre as regiões da cidade, com a Noroeste atingindo até 29,8 mm e a região Centro-Sul registrando 17,6 mm, enquanto áreas como Pampulha, Venda Nova e Norte não tiveram registros de chuva significativa.
A Defesa Civil de Belo Horizonte reforça que a combinação de calor intenso, umidade elevada e a orografia da Serra do Curral foi fundamental para a formação da tempestade. Segundo o órgão, as condições atmosféricas criaram um ambiente propício para o desenvolvimento de tempestades convectivas, que costumam ocorrer em dias de forte aquecimento e umidade na região. A previsão indica que esses eventos podem se repetir, especialmente nos períodos de maior calor, reforçando a necessidade de atenção por parte da população às recomendações de segurança durante episódios de chuva forte.












