Presidente da Cemig diz que a empresa está quebrada e fala em “resgate” da estatal

Postado em 30/06/2017 14:54

Presidente da Cemig diz que a empresa está quebrada e fala em "resgate" da estatal

Foto: Leo Fontes – 17.1.2017

O presidente da Cemig, Bernardo Alvarenga afirmou em entrevista veiculada na Rádio Itatiaia que a estatal está “quebrada”. De acordo com o presidente, a dívida chega a casa de R$16 bilhões, envolvendo questões relacionadas a Light, empresa controlada pela estatal mineira. O presidente estima que entre este ano e o ano que vem, a empresa tenha que pagar R$9 bilhões.

Alvarenga citou como soluções ao problema o processo de desinvestimento e venda da Light. Ainda segundo o presidente, vários outros procedimentos são necessários, como o contato com bancos para a rolagem da dívida. “Anunciamos, com aprovação do conselho de que vamos vender a Light. Estamos já com o processo em andamento para vender a Light. Estamos com várias outras empresas no processo de desinvestimento, no caso de Santo Antônio, Transmineiras que são três linhas que tínhamos. Caso de Renova e até Gasmig. Nós precisamos comprar a Cemig, ela precisa ser comprada. A gente precisa resgatar a Cemig. São várias ações sendo tomadas para resolver o problema de endividamento da empresa”, disse.

De acordo com a reportagem da Rádio Itatiaia, a Cemig chegou a ter 18 mil trabalhadores, teve perspectiva de 25 mil e atualmente possui 7 mil funcionários. A estatal estaria fazendo mais um PDV (Programa de Demissão Voluntária), com o objetivo de enxugar o quadro e dar a impressão de que a empresa tem futuro no mercado. Com a venda da Light, a empresa projeta ficar livre de parte das dívidas e faturar mais R$4 bilhões.

Além das dívidas, a empresa se vê ameaçada com a possibilidade de um leilão do governo federal de quatro hidrelétricas de Minas Gerais, todas no Triângulo – Jaguara, São Simão, Miranda e Volta Grande – juntas, elas respondem por 50% da geração da Cemig. O presidente afirmou que a empresa tem prioridade para renovação e não acredita que vá acontecer. “Temos certeza, por um contrato que temos de 1997 quando o sócio estratégico entrou na Cemig. Foi vendido na época 33% da Cemig e os sócios com o governo do Estado assinaram esse contrato, onde foi definido quais os prazos de concessão das usinas. Tem uma cláusula, a cláusula quarta que foi negociada a extensão em Brasília. É uma cláusula toda especial a Cemig e permite a renovação das usinas que estão no anexo por mais 20 anos. Todas tiveram renovação, menos três, que São Simão, Jaguara e Miranda. Inclusive Volta Grande teve essa renovação e achamos que não temos direito a Volta Grande. Outras que não tivemos direito, arrematamos em um leilão em 2015, deu R$2,2 bi, arrematamos 18 usinas. As três, estamos com ações no STF, STJ, TCU, temos notícias de várias outras ações em caráter de ações populares. Queremos negociar com o governo uma solução”, afirmou.

Ouça a entrevista do presidente da Cemig, Bernardo Alvarenga à Rádio Itatiaia

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