Vereador suspeita de ações movidas pela AACO em outras cidades

Postado em 12/06/2018 18:04

A denúncia da AACO (Associação dos Advogados do Centro-Oeste de Minas) contra o prefeito Galileu Machado (PMDB) continua rendendo polêmicas nas reuniões da Câmara de Vereadores em Divinópolis. Desta vez, nesta terça-feira (12), após o uso da Tribuna Livre pelo presidente da AACO, Sérgio Martins como resposta as declarações do vereador Renato Ferreira (PSDB). O vereador afirmou que o presidente “deixou dúvida” quando questionado pelo apresentador Silvio França se a denúncia contra o prefeito tinha relação com a rescisão do contrato da Cooplife (empresa de Martins) com a prefeitura, durante entrevista ao programa Bom Dia Divinópolis, da Rádio Minas na quinta-feira (7). “Fomos questionados devido a minha fala sobre a AACO/Cooplife o qual ele (Sérgio) veio pedir direito de resposta sobre o meu pronunciamento da última quinta-feira, o qual falei “será que tinha alguma ligação da denúncia contra o prefeito pelo rompimento do contrato com a Cooplife”. O próprio Silvio fez essa pergunta no ar e deixou essa dúvida. Ele pediu para a gente fiscalizar e é nossa obrigação. Estamos fazendo essa CPI, já foi instaurada. Alguns eleitores vieram me questionar se tinha alguma irregularidade desse contrato da Cooplife com a Prefeitura. A dúvida vai aumentando, vários municípios ligaram falando essas questões, ele usou a tribuna”, explicou.

Nesta terça-feira (12), o presidente da AACO pediu direito de resposta sobre a declaração de Renato e explicou algumas situações que foram levantadas. Sérgio explicou como foi feito o contrato na gestão Vladimir, entre outras situações envolvendo ele e a empresa. “Pedimos direito de resposta pelo fato de apenas esclarecer alguns fatos talvez por desconhecimento, dizendo que estamos perseguindo o prefeito, que a minha empresa perdeu contrato com a prefeitura. Prefeitura que inclusive o contrato com o seu partido, com o prefeito Vladimir. Contrato muito bem feito, por sinal, porque senão ele teria dado um tiro no pé e responder por algumas improbidades. Foi feito um chamamento público, para credenciamento, dispensando licitação. Somente a nossa empresa participou, foi de graça. Se não tivessemos participado, 400 pessoas ou mais teriam ficado sem alimentação. Graças a Deus essas pessoas continuaram alimentando, credenciamos seis restaurantes em Divinópolis. Foi feito um cadastro e 400 pessoas passaram pelo crivo e no restaurante popular, várias pessoas de gravata estavam almoçando, desvirtuando o projeto. Então as 400 pessoas passaram a se alimentar quatro anos, sem nenhum problema”, disse durante o uso da Tribuna Livre.

Sérgio também citou outras situações, que segundo ele, as pessoas estão sendo induzidas ao erro. Uma delas envolve a publicação de um blog da cidade, na qual a empresa teria “embolsado R$549 mil”. “A nossa empresa recebia os valores do restaurante e repassava para o restaurante conforme lei. A nossa empresa tem registro no Banco Central para isso, conselhos regionais para fazer esse trabalho de forma legal. Isso está induzindo as pessoas ao erro. Inclusive no Facebook, um cidadão colocou uma situação triste e vai responder por injúria. O senhor (Renato) nos condenou, que a empresa está perseguindo o prefeito, eu estou perseguindo o prefeito. Inclusive colocando a associação em situação difícil. Não foi nem a AACO e nem a Cooplife que veio fazer denúncia, foi a minha pessoa física e mais três advogados”, acrescentou.

Por fim, o presidente da AACO ainda disse que o trabalho de fiscalização precisa ser feito, mas sem “intimidar as pessoas”. “Isso é uma casa para legislar e fiscalizar somente. De acordo com a lei, objeto de cada um de vocês. Então se as denúncias começarem a chegar e as pessoas forem intimidadas, então vamos fechar a câmara. Não há necessidade. Os presidentes de bairros podem fazer o que vocês fazem, fiscalizar, solicitar. Mas é necessário que vocês façam esse trabalho, mas sem intimidar as pessoas. Nós fizemos a denúncia para ser verificado, não para cassar ninguém. Isso foi o que deu uma conotação desvirtuada. A solicitação era para receber a admissibilidade da denúncia e não cassar prefeito. Era para ele se defender de áudios que foram para a mídia”.

Renato ainda disse que tem recebido denúncias envolvendo a associação em outras cidades. Segundo o parlamentar, seriam denúncias para a cassação de prefeitos, inclusive de uma cidade do Espírito Santo. Durante o pronunciamento desta terça (12), Ferreira garantiu que vai até os municípios de Arcos, Carmo da Mata, Contagem, Lavras, Martinho Campos apurar o que tem recebido. “(São) Algumas denúncias envolvendo a entidade. Iremos fiscalizar todas as denúncias. Estamos com denúncias sem fundamento. Acho que a gente tinha que chegar com uma denúncia concreta para fazer os trabalhos concretos. Eles estão mandando alguns documentos, temos que analisar antes de levantar falso testemunho. Vamos analisar para fazer um trabalho com mais coerência”, justificou.

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