SINTRAM diz que Prefeitura estará quebrando acordo ao parcelar salários

Postado em 05/11/2018 14:03

SINTRAM diz que Prefeitura estará quebrando acordo ao parcelar salários

O Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Divinópolis e Região Centro-Oeste (Sintram) ainda não foi oficialmente comunicado pela prefeitura sobre a decisão de reiniciar o parcelamento de salários de todos os servidores do município. A medida, que já é manchete na imprensa da cidade, significa que a prefeitura está quebrando um acordo fechado com o Sintram no primeiro semestre desse ano, quando o Executivo garantiu ao Sindicato que o pagamento dos servidores do quadro geral, seria efetuado até o quinto dia útil de cada mês, medida que, em parte, atendia às reivindicações dos servidores.

Segundo reportagem publicada na página 3 da edição desta quinta-feira (01/11) do Jornal Agora, com manchete de primeira página, os parcelamentos já começam a partir desse mês. Sob o título Prefeitura vai parcelar os salários de todos os servidores já em novembro, a reportagem informa que “o Executivo disse que todos os servidores, incluindo os da educação, receberão apenas R$ 1 mil referente ao salário de outubro no 5º dia útil de novembro”. Mais uma vez o prefeito Galileu Machado (MDB) e sua equipe econômica transferem a responsabilidade para o Estado, assegurando que a dívida do governo estadual com o município é o principal motivo para a adoção da medida.

No primeiro semestre desse ano, a presidente do Sintram, Luciana Santos, manteve diversas reuniões com a equipe econômica da prefeitura. Os encontros tiveram como principal objetivo discutir os Divinópolis/MG, 01 de Novembro de 2018 22222220182018 parcelamentos e atrasos nos salários do quadro geral. “Nesses encontros deixamos muito claro para a administração que os servidores não aceitariam essa política salarial. Foi firmado com o sindicato um compromisso verbal de que o pagamento integral até o quinto dia útil estaria garantido. Até o mês passado a prefeitura vinha cumprindo esse acordo e, agora, através da imprensa, tivemos a confirmação de que os salários voltarão a ser parcelados. A prefeitura tomou uma medida unilateral e está quebrando esse acordo fechado com o sindicato. Oficialmente ainda não recebemos nenhum comunicado sobre a medida, mas já estamos nos movimentando e vamos analisar quais as medidas poderão ser tomadas, com base na vontade dos servidores”, explicou Luciana Santos.

EDUCAÇÃO

O parcelamento dos salários dos servidores da educação já vem ocorrendo desde o início desse segundo semestre. Ao Sindicato dos Trabalhadores da Rede Municipal (Sintemmd) a prefeitura enviou ofício comunicando que os parcelamentos serão mantidos e que a categoria, a exemplo dos servidores do quadro geral, receberão somente R$ 1 mil no próximo dia 7 de novembro (quinto dia útil do mês). Já ao Sintram, a prefeitura não enviou nenhum comunicado oficial sobre a decisão.

Para a imprensa, a prefeitura informou que não há previsão de quando o restante dos salários do mês de outubro será pago a todos os servidores. Já para os trabalhadores da educação, que receberão somente R$ 1 mil com relação aos salários de setembro, a prefeitura também não sabe quando quitará o restante da folha dos meses em atraso.

“A prefeitura age de maneira irresponsável, sem nenhum compromisso com os nossos trabalhadores. Fala-se em corte de gastos, mas na prática isso não é sentido nos cofres municipais e segundo a versão oficial, não há dinheiro no município. Enquanto isso, a Câmara Municipal, que também deveria ter sido mais prudente, aprovou uma reforma administrativa enviada por Galileu, que vai aumentar salários para ocupante de cargo de confiança, cria secretaria e, consequentemente, aumenta a despesa. Agora volta a adotar essa medida, deixando toda a categoria em total insegurança e sem saber o que poderá ocorrer até o final do ano, inclusive com relação ao 13º salário. Vamos tentar conversar com o Executivo, pois é inaceitável que o servidor seja deixado em segundo plano e continue sofrendo as consequências de um governo sem planejamento. Vamos também ouvir nossos servidores e o que a categoria decidir, o Sindicato vai seguir à risca. Nós trabalhamos para os nossos servidores e nosso compromisso é com a categoria. Se o Estado de fato não cumpre sua obrigação com os repasses, cabia ao prefeito e sua equipe econômica mais responsabilidade e um melhor planejamento para evitar que as coisas chegassem a esse ponto. Os servidores podem ter a mais absoluta certeza que vamos enfrentar essa situação”, finalizou Luciana Santos.

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