Roger Viegas denuncia sucateamento da UEMG e cobra repasse do estado

Postado em 11/06/2018 10:36

O Presidente da Comissão de Educação, Cultura, Esporte e Lazer da Câmara Municipal, vereador Roger Viegas, denunciou ontem (08/06) a situação precária da UEMG Divinópolis, devido ao corte de verbas e atrasos nos repasses à instituição por meio do Estado.

O parlamentar citou na tribuna que foi procurado pelos alunos da UEMG Campus Divinópolis e os mesmo entregaram uma carta relataram todos osproblemas vivenciados no campus. A carta foi entitulada como “um pedido de socorro” para que as autoridades locais e a reitoria da instituição se unam para cobrar do Governo de Minas uma solução para o sucateamento da mesma.

Roger Viegas leu a carta em plenário e citou a preocupação dos alunos com o futuro da instituição em Divinópolis e demais Campus.

“A UEMG está sofrendo um corte de mais 30 milhões do Governo de Minas. Ao todo são 17 cidades no estado de Minas Gerais com oferta de 146 cursos e Divinópolis é uma das cidades que mais sente  esse impacto. A falta de repasses está fazendo  com que a universidade tenha dificuldade de atender necessidades básicas como, por exemplo, produtos de higiene e papel, além da falta de pagamento aos fornecedores da UEMG”, ressaltou Viegas.

A falta de recursos tem deixado as unidades em conflito referente a falta de pagamento de contas e atrasos de salários, tanto de professores, quanto de funcionários, prestadores de serviço como contador, advogado e demais trabalhadores terceirizados como porteiros, segurança e TI.

Na carta os alunos exemplificam uma série de dificuldades e ações que os alunos estão realizando para que a universidade não venha a fechar e deixar os estudantes a mercê da situação nas cidades de Carangola, Campanha, Diamantina, de Ituiutaba, Divinópolis e Passos.

Diante desse caos, Roger ressaltou que é fundamental a regularização desses repasses financeiros do estado para que a universidade não pare a qualquer momento. “Estamos cobrando da atual reitoria e da nova chapa que irá assumir a gestão em julho de 2018 para que haja esse alinhamento para buscar reverter esse sucateamento. Essa situação não poderia chegar onde chegou, mas já que o caos está instaurado, precisamos resolver urgente”, comentou.

Ainda na carta os alunos ressaltaram que faz-se imprescindível a revisão orçamentária com a garantia dos repasses financeiros, valorizando a instituição que, além de cumprir sua função educacional, atende a comunidade por meio dos projetos de pesquisa e extensão. Outro ponto apontado pelos estudantes foi que na unidade não há cursos da área da saúde, como enfermagem, fisioterapia e Educação Física Bacharelado que têm grande dificuldade em estagiar. Segundo eles, em Divinópolis não há educadores físicos para atuarem em UBS, o NASF não tem representatividade local.

“É uma vergonha a cidade deixar uma Universidade tão importantes, que já formou tantos profissionais, estar nesta situação. O nosso estado é um dos maiores arrecadadores de impostos no país.  A gente não pode admitir  que isso aconteça em Minas Gerais. Não estamos explorando uma crise ou fazendo movimento político-partidário, estamos aqui somente para cobrar o que é direito. Se a UEMG estiver funcionando, se  não estiver cortando da Educação, nós vamos parar de falar. Nossa intenção é brigar por algo que é justo  e sério, que é a educação lá em cima”, finalizou.

Foto: Helena Cristino (CMD)

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