O Instituto Real Time Big Data divulgou, nesta quinta-feira (30), uma nova pesquisa de intenção de voto para o Senado Federal em Minas Gerais, um dos principais estados brasileiros nas disputas eleitorais deste ano. O levantamento, realizado entre os dias 25 e 29 de julho, ouviu 2 mil eleitores mineiros e apresenta uma margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número MG-06475/2026 e traz uma análise de diferentes cenários para a corrida ao Senado, considerando as possibilidades de candidaturas e alianças que podem se consolidar até o dia da votação.
A pesquisa simulou três cenários distintos para a disputa ao Senado, uma vez que, nas eleições de 2022, os eleitores mineiros terão direito a votar em dois candidatos para o cargo. Cada cenário reflete diferentes combinações de candidaturas, incluindo a possibilidade de candidatos que atualmente são considerados nomes relevantes no cenário político estadual e nacional.
No primeiro cenário, há a hipótese de Marcelo Aro, do Partido Liberal (PL), como um dos candidatos ao Senado. Entretanto, a cúpula do partido Republicanos informou que Cleitinho Azevedo, também ligado à legenda, não será candidato em Minas Gerais nesta eleição. Essa decisão pode influenciar o panorama eleitoral, já que Cleitinho é uma figura de destaque na política estadual e sua ausência pode alterar o posicionamento de outros candidatos e o apoio de suas bases.
No segundo cenário, a candidatura de Marcelo Aro é considerada, mas sem a participação de Cleitinho. Essa configuração sugere uma possível polarização entre os nomes que permanecem na disputa, refletindo o cenário nacional de polarização entre os principais candidatos à presidência, que costuma influenciar também as disputas proporcionais.
O terceiro cenário contempla a ausência de Aécio Neves, ex-governador de Minas Gerais e uma das figuras mais tradicionais do estado na política nacional. Essa hipótese é relevante, pois Aécio mantém uma base de apoio consolidada em Minas, e sua ausência pode abrir espaço para novos nomes ou fortalecer candidaturas já existentes, alterando o cenário de disputa ao Senado.
Os dados revelam que, independentemente do cenário, há uma forte polarização na disputa pelo Senado em Minas Gerais, um estado de grande peso político e eleitoral no Brasil. A pesquisa evidencia também a complexidade do cenário local, marcado por movimentos internos nos partidos e possíveis mudanças nas alianças até o momento da eleição.
A importância do levantamento reside na sua capacidade de oferecer uma previsão do panorama eleitoral, ajudando a entender as possíveis configurações de candidaturas e os fatores que podem influenciar o resultado final. Minas Gerais, por sua relevância econômica e política, continua sendo um dos principais palcos das disputas eleitorais no país, e os cenários apresentados pela pesquisa refletem a instabilidade e a dinâmica próprias do processo democrático.
Por fim, o levantamento demonstra que, mesmo com diferentes combinações de candidaturas, a polarização entre os nomes mais tradicionais e os novos atores políticos permanece como uma característica marcante do cenário eleitoral mineiro. A expectativa é que as próximas semanas tragam definições que possam alterar ou consolidar esses cenários, que permanecem em aberto até o momento da votação em outubro.















