Manifestantes antigoverno atacaram um escritório do Partido Comunista de Cuba na madrugada deste sábado (14) na cidade de Morón, no centro de Cuba. O episódio ocorreu em meio a uma onda crescente de insatisfação popular provocada pelos frequentes apagões e pela escassez de alimentos no país.
De acordo com o jornal estatal Invasor, a manifestação começou de forma pacífica ainda na noite de sexta-feira (13). Moradores da cidade se reuniram para protestar contra os constantes cortes de energia elétrica, que têm afetado diversas regiões da ilha e impactado o cotidiano da população.
Durante a madrugada, porém, o ato ganhou contornos violentos. Um grupo de manifestantes teria atacado o prédio ligado ao partido governista, quebrando janelas e provocando incêndio no local. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram um grande foco de fogo e pessoas arremessando pedras contra o edifício enquanto gritos de “liberdade” eram ouvidos.
Os protestos ocorrem em meio a uma crise energética agravada pela dificuldade de importação de combustíveis. Autoridades cubanas atribuem parte do problema às sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos, que dificultariam o fornecimento de petróleo ao país. Já críticos do governo apontam problemas estruturais na economia e na infraestrutura energética da ilha.
Analistas observam que manifestações públicas desse tipo são raras em Cuba, onde o sistema político é dominado pelo Partido Comunista. Nos últimos anos, no entanto, episódios de protestos têm surgido de forma esporádica, geralmente motivados por dificuldades econômicas, falta de energia e escassez de produtos básicos.
O presidente dos EUA, Donald Trump, cortou as remessas de petróleo venezuelano para Cuba e ameaçou impor tarifas a qualquer país que vendesse petróleo para Cuba, aumentando a pressão sobre uma economia que já está lutando contra a escassez de alimentos, combustível, eletricidade e medicamentos.
Nas últimas semanas, Trump fez uma série de declarações, dizendo que Cuba está à beira do colapso ou ansiosa para fazer um acordo com os EUA. O governo de Cuba disse na sexta-feira que havia iniciado conversações com Washington para tentar neutralizar a crise.








