O governador eleito, Cleitinho Azevedo (Republicanos), pediu que o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) “deixe de escutar Rogério Marinho (PL-RN)” ao tratar de temas do estado. A declaração foi dada em entrevista à CNN. Marinho, coordenador da campanha do bolsonarista, é contra a redução da jornada de trabalho com manutenção dos salários. Essa posição é oposta à de Cleitinho, que é favorável ao fim da escala 6×1.
“Comece a escutar quem realmente conhece Minas Gerais e quem realmente sabe a dor do povo”, disse o governador eleito. Ele também afirmou que Marinho deveria se concentrar no Rio Grande do Norte: “Espero que o senador Rogério Marinho comece a tratar mais do Rio Grande do Norte, que ele não conhece nada de Minas Gerais, e possa me ouvir, ouvir o povo“.
A discussão sobre o fim da escala 6×1 — modelo que permite seis dias consecutivos de trabalho para um dia de descanso — ganhou força durante o governo Lula. Porém, enfrentou resistência de setores da oposição, entre eles Marinho. Cleitinho defende uma alternativa à redução obrigatória da jornada, com possibilidade de negociação entre empregador e trabalhador.
Qual a proposta de Rogério Marinho sobre jornada de trabalho?
A proposta apresentada por Marinho prevê que o empregado escolha entre o regime da CLT e um modelo de jornada flexível baseado nas horas efetivamente trabalhadas, com remuneração proporcional. O contrato individual prevaleceria sobre acordos coletivos, e benefícios como FGTS, férias e 13º seriam calculados proporcionalmente à jornada.
Marinho argumenta que a redução da jornada com manutenção dos salários aumentaria os custos das empresas e poderia provocar alta nos preços. “Se há uma redução da jornada, é evidente que vai haver um aumento no custo da produção de bens e serviços gerados por qualquer empresa no Brasil, desde a pequena até a grande“, afirmou. Segundo ele, parte desse aumento seria repassada aos preços, provocando inflação.
Cleitinho reitera apoio a Flávio
Cleitinho citou sua votação na eleição estadual para justificar suas posições. Ele foi eleito no primeiro turno com cerca de 6,3 milhões de votos e afirma ter sido majoritário em quase todas as cidades mineiras, incluindo Montes Claros. Apesar da divergência sobre a escala 6×1, ele reafirmou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro.
“Eu sei, e eu espero que possa me ouvir para que possa ter esse privilégio de virar presidente da República”, disse.














