O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), encaminhou, nesta sexta-feira (15), vários pedidos de abertura de processos por quebra de decoro parlamentar ao Conselho de Ética. Entre eles a cassação do mandato do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
As denúncias, apresentadas por PT e PSOL, acusam o parlamentar de atentar contra a soberania nacional ao articular, nos Estados Unidos, sanções contra a economia brasileira e autoridades do país, incluindo o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O próprio Eduardo nega as acusações e se declara “perseguido político”.
O parlamentar se licenciou do cargo por 122 dias e viajou para os Estados Unidos, de onde passou a defender publicamente que as sanções comerciais impostas ao Brasil só sejam revistas com uma “anistia geral e irrestrita” aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.
Enquanto aguarda o andamento das investigações no Conselho de Ética, a vaga deixada por Eduardo é ocupada pelo suplente Missionário José Olímpio (PL-SP), advogado formado pela Faculdade de Direito de Itapetininga e ligado à Igreja Mundial do Poder de Deus.
Além de Eduardo, outros deputados foram alvos de representações por quebra de decoro, entre eles André Janones (Avante-MG), Gustavo Gayer (PL-GO), Lindbergh Farias (PT-RJ) e Guilherme Boulos (PSOL-SP).












