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Cinco anos depois, Justiça ainda não sabe quem mandou matar Marielle Franco

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© Arquivo/Guilherme Cunha/Alerj

O assassinato da vereadora Marielle Franco (Psol-RJ) e de seu motorista, Anderson Gomes, completa cinco anos nesta terça-feira, 14. A polícia ainda não identificou os mandantes do crime. Também não se sabe até hoje qual teria sido o motivo dos assassinatos.

O governo Lula enviou ao Congresso, no início do mês, um projeto de lei para transformar o 14 de março no Dia Nacional Marielle Franco. “Lutaremos por Marielle Franco”, disse a ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, ao anunciar em 8 de março um pacote de medidas para garantia de direitos femininos. Estava ao lado dela no palco a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, irmã de Marielle, eleita recentemente pela revista Time uma das mulheres do ano.

Em 14 de março de 2018, Marielle e Anderson voltavam de um evento político no bairro do Estácio, na cidade do Rio de Janeiro, quando o carro foi atingido por 13 tiros de submetralhadora vindos de um outro veículo. Uma terceira pessoa que esteve no carro atingido, assessora de Marielle, não foi baleada.

Desde então, o Departamento de Homicídios da Polícia Civil do Rio, o Ministério Público Estadual e, mais recentemente, a Polícia Federal, são os órgãos responsáveis pela investigação do crime, que ocorre sob sigilo. A hipótese é de que o assassinato da vereadora ocorreu por motivações políticas e de que teria um mandante.

Até o momento, dois envolvidos foram presos: Ronnie Lessa, policial militar reformado, acusado de ter feito os disparos; e Élcio de Queiroz, ex-policial militar, acusado de dirigir o carro que perseguiu as vítimas. Ambos aguardam julgamento, ainda sem data definida.

Quem foi Marielle Franco?

Marielle nasceu em 27 de julho de 1979 na cidade do Rio de Janeiro e foi criada no complexo de favelas da Maré. Em 2006, iniciou sua vida política, motivada pela defesa dos direitos humanos, principalmente das mulheres. Posteriormente, foi nomeada assessora parlamentar. Em 2016, Marielle foi eleita vereadora da Câmara Municipal do Rio, sendo a quinta mais votada na eleição. 

© Arquivo/Guilherme Cunha/Alerj