A eleição das fake news, da ingenuidade e do exercício da ignorância

Postado em 25/09/2018 22:04

A eleição das fake news, da ingenuidade e do exercício da ignorância

Que as fake news são um grave problema social muitos já sabem e vem alertando sobre isso antes mesmo de surgir a internet. Notícia falsa existe desde que o ser humano ganhou vizinhos. O problema fica grave quando ela toma conta dos veículos de comunicação que tem sim responsabilidade no processo de transformação pelo qual o país passa, mas não tem direito de contribuir para a desinformação e o exercício da ignorância como alguns tem feito.

A situação é ainda mais grave quando se trata de um processo eleitoral e se tenta imputar algo a um candidato.  Não é certo manipular o eleitor para que ele forme determinada opinião sobre um candidato.  Voto se ganha com propostas e tentar induzir o outro ao erro é violar um dos preceitos mais básicos que é o do livre arbítrio. As pessoas devem decidir por si mesmas e se aproveitar de um falho sistema educacional e outros problemas sociais graves que o país tem na formação de seus cidadãos para torná-los piores é praticamente uma agressão.

O que fizeram hoje com o candidato Jair Bolsonaro  é inadmissível.  Desenterraram um fato antigo e o venderam de maneira distorcida, principalmente entre os grupos que já tem certa resistência contra o ele devido a algumas opiniões por ele expressadas (não vou entrar na questão do contexto, essa discussão não é o foco) . A notícia foi amplamente divulgada por veículos de postura editorial claramente contrárias a forma que ele pretende governar. Um exemplo:

 

A eleição das fake news, da ingenuidade e do exercício da ignorância

 

Isso é induzir o eleitor ao erro e não pode ser permitido. O bom jornalismo sai perdendo. Quem exerce a profissão deve se sentir se não envergonhado, no mínimo constrangido. É o mesmo que dar voz aos que espalham notícias sobre a urna eletrônica ser uma fraude.   Seria como se os editores estivessem abrindo mão da função social maior do jornalismo para dar voz a uma ideologia particular. 

Já disse outras vezes que o ser humano é ideológico por natureza, vem do id e é nesse ponto que me apoio para dizer que o bom profissional de comunicação é aquele que sabe separar suas convicções pessoais do serviço social que ele tem que prestar.  Advogados, psicólogos, médicos, professores e muitos outros profissionais passam por esse dilema, mas é isto que separa os bons dos ruins: saber como agir.  

Pra falar o que pensa existem ferramentas como esta que estou usando que é blog de opinião. Notícia, deve receber um trato mais técnico. No fim fica o recado: com fake news não ganham nenhum dos dois lados e quem perde mais é o Brasil.  Não acredite em tudo que lê, procure se informar em outras fontes  e a opinião que importa é a de quem fala sempre a verdade. 

 

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