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Wagner Pires de Sá, Itair Machado, Sérgio Nonato e quatro empresários, foram indiciados por apropriação indébita, falsidade ideológica, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Postado em 10/08/2020 20:11

Wagner Pires de Sá e Itair Machado podem responder a processos (Foto Vinnicius Silva Cruzeiro)

Três ex-dirigentes do clube e quatro empresários – três atuavam no futebol e um no ramo de Equipamento de Proteção Individual (EPI) – foram indiciados por apropriação indébita, falsidade ideológica, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Em nota, a Polícia Civil informou que os três ex-dirigentes do Cruzeiro e quatro empresários foram indiciados pelos crimes de apropriação indébita, falsidade ideológica, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) confirma a conclusão do Inquérito que investigou irregularidades cometidas por administradores do Cruzeiro Esporte Clube. O procedimento foi encaminhado ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).Três ex-dirigentes do clube e quatro empresários – três atuavam no futebol e um no ramo de Equipamento de Proteção Individual (EPI) – foram indiciados por apropriação indébita, falsidade ideológica, associação criminosa e lavagem de dinheiro“, diz o comunicado da Polícia Civil.

De acordo com o portal Globoesporte.com, os empresários do futebol indiciados são João Sérgio, agente do goleiro Fábio; Carlinhos Sabiá e Wagner Cruz. O empresário do segmento de EPI é Cristiano Richard dos Santos Machado. 

Em 21 de maio, o Ministério Público havia informado que “o marco da investigação é a gestão iniciada em outubro de 2017”, quando Wagner Pires foi eleito presidente do clube celeste. As práticas irregulares da administração vieram à tona em reportagem veiculada no programa Fantástico, da TV Globo, em 26 de maio de 2019.
 
Um dos casos mais graves noticiados pelo Fantástico foi um empréstimo de R$ 2 milhõescontraído com o empresário Cristiano Richard dos Santos Machado, um dos indiciados e sócio de firmas que atuam na locação de veículos e de equipamentos de proteção. Para abater o débito, o clube incluiu parte dos direitos de jogadores do profissional, como David (20%), Raniel (5%), Murilo (7%) e Cacá (20%), e de outros que passaram pela base e foram negociados, casos de Gabriel Brazão (20%) e Vitinho (20%). Além disso, o Cruzeiro inseriu participação em uma possível venda do promissor Estevão William, à época com 12 anos, que, pelas leis trabalhistas, só poderá assinar vínculo laboral a partir dos 16.
 
A Polícia Civil ainda averiguou superfaturamento de serviços, notas frias, comissões abusivas para empresários de atletas e aumentos substanciais nos salários de dirigentes – entre os quais de Itair Machado, R$ 180 mil mensais (multa rescisória de R$ 2 milhões), e Sérgio Nonato, R$ 125 mil mensais (multa rescisória de R$ 1 milhão).

Integrantes de departamentos de menor exposição na mídia também tinham remunerações consideradas acima do mercado. Outras possíveis irregularidades investigadas pela Polícia Civil foram apontadas na contratação de conselheiros para a prestação de serviços e o pagamento a torcidas organizadas.

O mandato do economista Wagner Pires de Sá arruinou as finanças do Cruzeiro e mergulhou o clube na Série B do Campeonato Brasileiro. Relatório da Moore Stephens Consulting News Auditores Independentes publicado em 20 de maio apresentou déficits de R$ 73,3 milhões, em 2018, e R$ 394,1 milhões, em 2020. Ou seja, com o ex-presidente, a Raposa acumulou mais de R$ 467 milhões “no vermelho” e atingiu dívida de R$ 803 milhões, impagável em curto prazo. Em um efeito cascata, o Núcleo Dirigente Transitório que administrou a Raposa no primeiro semestre projetou déficit de R$ 143 milhões em 2020, o que pode fazer o passivo alcançar R$ 946 milhões no balanço a ser publicado em 2021.
 
Além da chance de responderem por crimes, Wagner, Serginho e Itair podem ser definitivamente banidos do Cruzeiro. Na última sexta-feira, o presidente Sérgio Santos Rodrigues protocolou as petições para excluir os dois primeiros do Conselho Deliberativo e o último da lista de associados. Entre os vários argumentos apresentados estão os contratos com jogadores e intermediários lesivos ao clube, a “avalanche” de ações trabalhistas devido a atrasos salariais, o uso de cartões corporativos para fins pessoais e a perda do parcelamento da dívida fiscal com o Governo, de R$ 330 milhões, por meio do Profut.

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