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Trio é indiciado por matar dono de oficina em Divinópolis; vítima presenciou briga entre facções

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Três homens foram indiciados por matar Kevin Costa Lopes, de 26 anos, na comunidade do ’49’, em Divinópolis, em janeiro deste ano. De acordo com a polícia civil, o crime foi motivado após uma briga entre dois membros de facções rivais dentro do estabelecimento da vítima, que tinha uma oficina de som automotivo no bairro Paraíso.

No dia 13 de janeiro, João Vitor Ferreira Beirigo, membro da ‘quadrilha do Quintino’ estava no local para a manutenção de som quando chegou Felipe Cassiano Ribeiro, mais conhecido como ‘Amarelo’, um dos chefes de um grupo rival no bairro Nações. Após discussão entre os dois, João foi baleado na perna por ‘Amarelo’, que fugiu.

Três dias depois, ele e um amigo estavam na oficina quando chegaram membros da facção do Quintino. Ambos foram sequestrados de carro para que Kevin indicasse aos criminosos onde mora ‘Amarelo’. Chegando no local e com medo de retaliação da gangue do Nações, a vítima o chamou com voz baixa, pulou o muro e se escondeu no fundo do imóvel. Porém, não havia ninguém no local.

Como o plano de matar o rival foi frustrado, os sequestradores torturaram Kevin e o executaram a tiros na comunidade do 49. O amigo da vítima conseguiu fugir e chamou a polícia.

Traficante preso no MS é um dos indiciados por homicídio em Divinópolis

Após as investigações, três autores foram indiciados. Um deles é Lucas Correia Ramos, 27 anos, mais conhecido como “Luquete”; apontado como chefe do tráfico e preso no último domingo (14) em Campo Grande (MS).

Os outros dois, incluindo o proprietário do veículo, têm seus nomes mantidos em sigilo por conta de outras investigações em andamento. Ambos cumprem prisão preventiva. O envolvimento de uma quarta pessoa está sendo apurada.

A vítima tinha uma passagem pela polícia em 2016, mas não estava mais envolvida no crime quando começou a se dedicar ao trabalho e à família. João Vitor e ‘Amarelo’, pivôs do assassinato, estão presos por tráfico de drogas.

O inquérito foi encaminhado para a Justiça.