A Polícia Civil prendeu, na noite desta quarta-feira (15), um homem de 52 anos suspeito de matar a companheira, Elen Cristina Teixeira Carvalho, de 31 anos, em Piumhi.
A PCMG destacou ainda que permanece empenhada na apuração dos fatos e que novas informações poderão ser divulgadas conforme o avanço das investigações, respeitando o sigilo necessário para a conclusão do caso.
Caso causou revolta entre familiares:
O caso, que gerou forte comoção em Piumhi e revolta entre familiares, segue cercado de questionamentos. Elen foi encontrada sem vida e, de acordo com a certidão de óbito, a causa da morte foi asfixia mecânica. No entanto, a família contesta a versão apresentada pelo companheiro da vítima e levanta suspeitas de feminicídio.
Em entrevista ao Portal MPA, a prima Daiana Gonçalves descreveu Elen como uma mulher “amorosa, esforçada e alegre”, muito querida por todos. Segundo ela, o corpo apresentava diversas marcas de agressão, o que não seria compatível com a versão de que Elen teria sofrido uma crise convulsiva, como alegado pelo companheiro. A família afirma ainda que a vítima não possuía histórico de convulsões e que episódios semelhantes teriam ocorrido apenas após agressões anteriores.
Contradições nos relatos:
Outro ponto que levanta dúvidas são as contradições nos relatos. Antes da chegada do socorro, o companheiro teria informado à família que Elen sofreu um infarto, mudando posteriormente a versão para crise convulsiva. Para os familiares, as inconsistências reforçam as suspeitas.
Um dos relatos mais impactantes envolve a filha de Elen, de apenas 10 anos, que teria registrado em vídeo a mãe já sem vida. A família acredita que as imagens indicam que a vítima não estava em uma crise, mas já morta no momento da gravação. Além disso, há registros anteriores de violência doméstica envolvendo o casal, incluindo boletins de ocorrência feitos em 2025.
Familiares segue cobrando respostas:
Diante disso, familiares seguem cobrando respostas e pedindo celeridade nas investigações. “Ela não é só mais um número. A Elen era mãe, filha, uma pessoa querida. A gente só quer justiça”, afirmou a prima.
A expectativa agora é que o avanço do inquérito traga esclarecimentos sobre as circunstâncias da morte e eventuais responsabilizações.














