Polícia Civil diz que papel dela é ser de investigação em busca da verdade - Portal MPA

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Polícia Civil diz que papel dela é ser de investigação em busca da verdade

Postado em 08/10/2021 20:03

Nesta sexta-feira (8) foi apresentado o inquérito policial que apura as circunstâncias da morte do segurança Edson, em uma festa no Parque de Exposições. Segundo o chefe do 7º departamento da polícia civil esclareceu que cabe a polícia civil investigar e apresentar o resultado ao Ministério público e ao poder judiciário. “Se vai acontecer a denúncia é papel do Ministério Público e se vai ter condenação é papel do judiciário, disse. 

Segundo Dr Flávio Destro a investigação não leva em conta a classe social de acusado e vítima, e que todos os profissionais tem autonomia dentro do trabalho e não existe interferência. “Cada carreira possui uma função dentro da polícia civil e o resultado que se busca é a verdade”, afirmou.

Ainda de acordo com o delegado o final (resultado) apresentado é fruto do trabalho, de que a polícia reconhece o papel dela dentro do processo. “Esse é nosso papel, investigação e inquérito, trabalhando para entregar o melhor  serviço de investigação criminal possível”, afirmou.

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O médico legista Dr Marcell explicou que recebeu o corpo, com o histórico da ocorrência que havia sido morto por um soco. A análise especialmente se concentrou na cabeça, porém não havia marcas a não ser do atendimento de emergência. Segundo médico foi analisado minuciosamente e nada foi encontrado. Ele fez questão de ver o tórax e percebeu o coração muito maior que o normal e as paredes de espessuras maior que o normal.

Assim foi preservado e enviado ao laboratório criminal e o resultado foi cardiomiopatia hipertrófica. Como não houve achados que pudesse considerar a morte da pessoa, a não ser essa alteração e houve uma morte súbita, provocada pela cardiomiopatia hipertrófica. Não foi possível identificar o fator causador ou deflagrador, se levando em conta a situação da ocorrência pode ou não desencadear a arritmia cardíaca.

Delegado

Dr Marcelo Nunes Júnior recebeu a ocorrência do flagrante, antes já analisada por Dr Renato Fonseca. O caso era um soco (lesão corporal) seguido de morte. “Achismo não faz parte da polícia civil e trabalhamos com provas técnicas”, avisou. Houve uma testemunha que falou do soco-inglês, porem a necrópsia não encontrou nenhuma lesão. A perícia foi ao local e falou ser impossível. “A esposa disse que não sabia que ele tinha problemas cardíacos. Foi pedido os históricos médicos e até mesmo genético”, falou e acrescentou que nada do soco-inglês foi encontrado. 

Uma testemunha que afirmou ter visto a namorada guardando o artefato, porém há um relato que ele passou o celular para ela, inclusive para uma ligação para a irmã dele.

Houve o soco. “Se esse fato foi suficiente para a morte é caso para a justiça”, disse Dr Marcelo. O ministério público deve analisar e poderá até requisitar novas diligências. 

Perícia

Carlos Leal foi requisitado como perito da polícia civil, o encontrou na viatura do corpo de bombeiros e feita uma análise superficial e desde aquele momento não foi identificado nada em relação ao soco-inglês. Por se tratar de uma diferença muito grande de intensidade deveria ter resultado em lesão diferente da qual foi encontrada. “Com a utilização do soco-inglês seria 7,5 maior a intensidade lesiva, vai gerar uma lesão aberta, com certeza, e isso não foi encontrado. A conclusão é que não havia nenhuma lesão compatível ao uso da arma”, disse o perito.

Negação do crime

O acusado nega que tenha desferido o soco, mas alega que estava muito bêbado e não lembra. Pedro Lacerda continua preso e a disposição da justiça, podendo ser desclassificada para leve, mas ele já está indiciado e o juiz já converteu em preventiva e somente uma contraordem judicial para reverter este quadro, mas a lesão corporal leve tem como consequência que a pena cai bastante.

Miocardiopatia hipertrófica

Dra Andreza explicou que não houve infarto, a arritmia cardíaca provoca a falência, mesmo com socorro correto e com todas as condições em muitas vezes não se consegue reverter. “Fizemos duas perguntas o tempo todo: O estado de estresse no qual ele estava poderia ter causado a arritmia cardíaca? a resposta é sim. As lesões encontradas poderia ter causado a morte? a resposta é não”, afirmou a médica.

Os médicos legistas buscaram um histórico com a família o segurança usava remédios deste 2017 e em 2018 ele foi diagnosticado com a doença de cardiomiopatia tratada com medicamentos de hipertensão.

Ouça a entrevista na íntegra

 

 

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