PM e Governo se manifestam sobre a invasão ao Palácio da Liberdade

Postado em 06/06/2018 21:30

O Governo do Estado e a Polícia Militar de Minas Gerais emitiram nota sobre o episódio de invasão ao Palácio da Liberdade durante manifestação de Militares (ativa e reserva), na capital mineira, na tarde de hoje (6). Os servidores da segurança pública decidiram que vão passar a noite no local. Entre os manifestantes estão bombeiros, policiais militares e civis e agentes penitenciários, que já começam a montar o acampamento com barracas.
 
Veja a nota do governo. “O governo estadual condena veementemente a irresponsabilidade do ex-policial, já protagonista de outros episódios vergonhosos, que insuflou nesta quarta-feira (6) uma claque a invadir o Palácio da Liberdade. Graças à ação e ao trabalho responsável da Polícia Militar, o cenário em Minas Gerais é de queda dos índices de criminalidade. A tentativa de desestabilizar a área de Segurança, que apresenta os melhores resultados dos últimos 7 anos, é ainda mais perigosa diante dos ataques criminosos a ônibus em 26 municípios mineiros. Trata-se de lamentável oportunismo político que ignora a crise herdada de gestões passadas e as limitações da LRF. Mesmo no cenário de crise, o governo honrou aumentos concedidos antes de 2015 e chegou a reajustar em 15% os salários dos policiais militares em abril daquele ano. O mesmo compromisso tem sido demonstrado com os pagamentos referentes a pensão e saúde no âmbito do IPSM”.
 
A Justiça mineira determinou, na noite desta quarta-feira (6), a reintegração de posse imediata do Palácio da Liberdade, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, ocupado desde a tarde por servidores militares que protestam por melhoriais salariais e de benefícios. Uma ação proposta pela Advocacia Geral do Estado (AGE) pedia, além da reintegração, a prisão das lideranças da manifestação, incluindo o deputado estadual Sargento Rodrigues (PTB).
 
Caso o pedido de reintegração de posse não seja atendido pelos sindicatos e associações, as lideranças militares identificadas no protesto também seriam multadas em R$ 50 mil por hora de descumprimento da medida.
 
NOTA CONJUNTA – PMMG E CBMMG
Prezados Militares Estaduais,
Nesta tarde, ocorreu uma manifestação em frente ao Palácio da Liberdade que contou com a presença de cerca de 500 (quinhentos) servidores da segurança pública, a qual culminou com a invasão dos jardins do Palácio da Liberdade, instigada pelas lideranças do movimento.
Inobstante à faculdade constitucional à livre manifestação, bem como à legítima luta por direitos, de qualquer classe profissional que seja, cumpre esclarecer a todos o seguinte:
1) Toda manifestação pública deve ser pacífica e ordeira, seguindo os ditames constitucionais, especialmente quando realizada por aqueles que tem como missão a manutenção da ordem pública;
2) Os manifestantes “fecharam” o trânsito e invadiram, forçadamente, o interior do Palácio da Liberdade, e mantendo-se em situação de acampamento naquele local;
3) Ressalta-se que o referido movimento, da maneira como está sendo conduzido pelas lideranças, prejudica e interrompe todo um processo de negociação que os comandos das corporações vinham estabelecendo junto ao governo do Estado, e que caminhava com perspectivas positivas para a solução das atuais demandas que afligem a todos militares estaduais;
4) Ao percorrermos os sites da imprensa e redes sociais, constatamos uma reação extremamente negativa da população em desfavor do movimento, colocando de maneira contundente a opinião pública contra os integrantes das instituições de segurança do estado;
5) Fica evidente que o movimento foi organizado por pessoas que possuem interesses meramente eleitoreiros e polítco-partidários, e que a forma como foi conduzido em nada acrescenta aos interesses da classe da segurança pública.
Solicitamos, pois, de todos policiais e bombeiros-militares muita reflexão, temperança, e responsabilidade para com a sua respectiva instituição, para com a sociedade e também para com suas famílias.
Reafirmamos que, apesar da situação desconfortável da nossa classe em relação ao escalonamento de salários, IPSM, e outros direitos em atraso, é inegável que o país e o Estado de MG vem passando por uma situação de grave crise financeira, e que, mesmo assim, muitas demandas levadas pelos comandos ao governo do estado ( quitação dos salários na segunda escala, recebimento do décimo-terceiro salário, quitação integral da indenização de fardamento, retomada do pagamento das férias-prêmio, etc) foram atendidas, colocando as corporações militares com um tratamento diferenciado, minimizando os impactos dessa crise.
Por fim, ressaltamos que essa deferência no tratamento decorre do trabalho dedicado e eficiente de todos militares estaduais, sendo esta uma condição indispensável para a luta por melhorias da nossa classe, assim como para o reconhecimento e o respaldo da população mineira.

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Manifestantes invadem o Palácio da Liberdade, divinopolitanos participam do movimento

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