PM “dá geral” em filho de policial civil e caso vira confusão com tiro no Centro de BH – Veja vídeo

Postado em 31/03/2016 10:41

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Reportagem de Ailton do Vale para o Jornal “O tempo”

Ao menos duas pessoas ficaram feridas por causa de um disparo acidental de arma de fogo na tarde desta quarta-feira (30), no Centro de Belo Horizonte, durante um desentendimento entre policiais militares e um civil.

De acordo com informações de uma testemunha, militares do Grupo Especializado em Policiamento de Áreas de Risco (Gepar) estavam rastreando um celular roubado na região. Eles abordaram um grupo de pedestres na rua Vinte e Um de Abril – entre os abordados, estava o filho do policial civil, um adolescente de 16 anos que aguardava o pai depois da escola.

Ao perceber que seu filho fora abordado pelos militares, o policial civil se identificou e disse que estava no local para buscá-lo. Entretanto, ainda segundo a testemunha, os PMs ignoraram o homem, o que teria motivado o desentendimento.

“Durante a confusão, o policial civil sacou uma arma. Os militares tentaram impedi-lo, o que resultou no disparo acidental. A bala atingiu o chão e ricocheteou acertando a barriga de uma pessoa que passava pela rua. Uma outra mulher ficou ferida pelos estilhaços”, contou a testemunha, que preferiu não se identificar.

O filho do policial civil contou uma versão diferente. Conforme o relato do adolescente, um PM tomou a arma da cintura de seu pai e efetuou o disparo. “Fui abordado, sem nenhum motivo aparente, por PMs completamente despreparados. Eles me jogaram com brutalidade contra a parede, quando de imediato meu pai se identificou como policial civil e interveio mostrando sua identificação. Um PM deu um soco no tórax do meu pai e o encurralou em uma viatura. Ele tirou a arma da cintura dele e puxou o gatilho acertando o estômago de um jovem que passava”, afirmou.

O jovem atingido foi levado para o Hospital João XXIII, mas ainda não se sabe o seu estado de saúde.

A Polícia Civil informou que os envolvidos foram encaminhados para a Central de Flagrantes (Ceflan) onde serão ouvidos.

 

Versão da PM

A reportagem de O Tempo acompanha o caso no Ceflan e ouviu a versão da Polícia Militar.

Segundo a corporação, durante uma ronda, a equipe do Gepar identificou duas pessoas suspeitas de serem receptadoras de celulares roubados. Elas estavam acompanhadas de outras duas, que também foram abordadas.

No momento da ação, o policial civil apareceu no local, se identificou e quis impedir a abordagem.

Os militares seguiram com o procedimento quando o policial se exaltou e sacou a arma.

A PM garante que os militares só agiram para imobilizar o homem depois que ele mostrou o revólver.

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