Mãe abandona a própria filha em meio a moradores de rua

Postado em 31/03/2016 15:02

crianca abandonada

Reportagem de Nathália Lacerda para o Jornal “O tempo”

Uma menina de 2 anos teria sido deixada pela mãe entre moradores de rua, no centro de Belo Horizonte, na madrugada desta quinta-feira (31). A menina foi encontrada por policiais militares, após denúncia, dormindo entre o grupo de 11 pessoas – dez homens e uma mulher.

Ela estava em um colchão sujo, coberta com um pedaço de lençol. Aos militares, os moradores do trecho da rua Carijós contaram que a mãe da menina a teria deixado lá, por volta das 2 horas, dizendo que voltaria depois para buscá-la.

A criança está bem. Os militares a levaram a uma lanchonete para se alimentar e os funcionários do local, sensibilizados, juntaram-se e compraram uma sandália para a criança, que estava descalça.

Ela será encaminhada para o Conselho Tutelar. A mãe da menina ainda não foi localizada. “Se a mãe for encontrada será presa em flagrante por abandono de incapaz” disse o sargento Pablo Muniz da 6ª Companhia.

As câmeras do Olho Vivo da região podem ajudar a esclarecer o caso. A criança teria chegado a dizer que a mãe teria saído para comprar cigarro e o avô dela teria ido trabalhar. Menina ainda teria contado que mora no Morro do Papagaio, na região Centro-Sul da capital.

Moradores de rua sabem quem é a mãe

Para o grupo que estava com a criança, a mãe não abandonou a menina. “Ela nunca faria isso, porque ama a menina”, afirmou o morador Marco Antônio Oliveira. Ele e os amigos garantiram ter visto a mulher pelas redondezas. 

Ainda, conforme os moradores, a mulher teria voltado ao local cerca de 30 minutos depois que a polícia levou a criança. Um lojista ainda teria confirmado a versão dos moradores e acrescentado que a mulher é alcoólatra.

Um flanelinha, que conversou com a reportagem de O TEMPO, alegou que a mãe da criança estava desde a noite dessa quarta-feira (30) na região e que ele teria levado ela para a avenida Afonso Pena, para que pudesse pegar um ônibus e ir para a casa, que seria no Aglomerado da Serra.

“Eu pus ela no ponto de ônibus, na Afonso Pena para ela ir embora para casa, mas ela estava bêbada”, revelou, sem contar seu próprio nome. 

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