Imagens fortes: banhos coletivos,
torturas e ameaças. O drama vivido pelos idosos na Vila
Vicentina
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Atualizado
em:20 de janeiro de 2023
15:20
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Polícia Civil mostra imagens
de lesões sofridas pelo idoso. Foto: Reprodução/ TV Candidés
Polícia Civil mostra imagens de lesões sofridas pelos idosos. Foto:
Reprodução/ TV Candidés
Banhos
coletivos, necessidades básicas em baldes, amarrados nas camas com
pedaços de panos ou trancados nos quartos, essa era a vida dos
idosos que viveram na Vila Vicentina Padre Libério, em
Divinópolis, até abril do ano passado. De acordo com a Polícia
Civil,
foramindiciadas 15 pessoas pelos
crimes: um médico,
sete técnicos e auxiliares de enfermagem, um advogado, cinco
membros da administração e uma freira, responsável técnica pela
instituição, que vai responder pela morte de 10 residentes,
tortura, maus tratos, ameaças e
curandeirismo.
Durante
as investigações, foram ouvidos funcionários e pessoas que já
tinham tido algum vínculo de trabalho com a
instituição. Os
maus-tratos foram comprovados. O vídeo abaixo mostra imagens
anexadas ao processo. São lesões sofridas pelos idosos e a situação
em que a perícia encontrou a Vila:
A
perita Paula Lamounier participou das investigações. Ela explicou
foram descobertos o uso de tratamento inadequados para a contenção
dos idosos. “Uma das denúncias era em relação a um paciente que
estaria contido de forma inadequada, estava amarrado com pedaços de
pano. Ele tinha hematomas roxos nos braços e nas pernas, por estar
contido desta forma inadequada”, completou.Assista o
vídeo
A
Freira
Adelaide
Dantas, de 55 anos, pertence a Congregação das filhas de Nossa
Senhora do Sagrado Coração e estava em Divinópolis desde 2015.
Antes ela atuava em outra instituição de longa permanência em
Alfenas. Ela responderá por 10 homicídios dolosos.
Segundo a delegada Adriene Lopes, as investigações apontam que os
crimes foram comprovados, e que a freira foi omissa à situação.
Assista o vídeo
O
processo
Até o
momento ninguém foi preso. Agora, o caso deve ser encaminhado ao
Ministério Público. O delegado Flávio Destro explica porque os
suspeitos vão responder em liberdade.