A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu preventivamente um homem de 34 anos suspeito de coordenar um esquema criminoso de falsificação de cachaça mineira. A prisão ocorreu em Divinópolis durante a operação “Fake Drink”, que investiga a produção e distribuição de bebidas adulteradas em diversas cidades do estado.
Segundo as investigações, mais de 10 mil garrafas falsificadas foram colocadas no mercado mineiro utilizando o rótulo de uma das marcas de cachaça mais conhecidas de Minas Gerais e do Brasil. A polícia alerta que, além da violação da marca, os produtos representam riscos à saúde pública devido à ausência de controle sanitário na produção clandestina.
As apurações começaram após a fabricante da bebida denunciar à Polícia Civil a circulação de produtos suspeitos vendidos ilegalmente. A própria empresa colaborou com a investigação e apresentou um laudo técnico que comprovou a adulteração da bebida encontrada nas garrafas falsificadas.
De acordo com a polícia, exames laboratoriais complexos, como a cromatografia gasosa, foram utilizados para identificar as substâncias químicas presentes no líquido e comprovar que o conteúdo não correspondia ao produto original.
Durante a operação, mandados de busca e apreensão foram cumpridos em um depósito localizado em Japaraíba, no Centro-Oeste mineiro, e também em um ponto de revenda da bebida adulterada em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Nos locais, os investigadores apreenderam garrafas vazias, tampas, rótulos falsificados, caixas prontas para distribuição e outros materiais utilizados no esquema criminoso.
Segundo a Polícia Civil, o suspeito preso em Divinópolis seria o responsável por coordenar a falsificação e distribuição da bebida adulterada no comércio mineiro. As investigações também avançam para identificar fornecedores de embalagens, tampas e gráficas responsáveis pela produção dos rótulos falsificados.
A corporação destaca que pessoas e empresas que produzem materiais sabendo que serão usados em falsificações também podem responder criminalmente por participação no esquema.
Em nota, a fabricante da cachaça informou que segue rígidos padrões de qualidade e reforçou a orientação para que consumidores adquiram bebidas apenas em estabelecimentos confiáveis. A empresa alertou ainda que preços muito abaixo do mercado podem ser indícios de falsificação.
A Polícia Civil continua as investigações para localizar outras cargas de bebidas adulteradas e identificar possíveis integrantes da organização criminosa.















