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Feminicídios que assolam o país

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Uma década após a implementação da Lei do Feminicídio, uma onda de assassinatos motivados por gênero assusta a população feminina do país. Casos de feminicídio têm inundado o noticiário, com relatos de violência brutal em que homens têm dado fim à vida de mulheres.

Segundo a pesquisa “Quem são as Mulheres que o Brasil não protege”, da Fundação Friedrich Ebert no Brasil, divulgada em novembro, o registro de mortes de mulheres em razão do gênero cresceu 176% em 10 anos, passando de 527 casos, em 2015, para 1.455. 

A especialista revela ainda que os números da segurança pública são subestimados, já que nem todas as mortes violentas de mulheres são investigadas. Dados da saúde apontam que entre 3.500 e 4 mil mulheres morrem por causas violentas por ano no Brasil, das quais cerca de 2.500 são vítimas de feminicídio.

Para a assistente social Roseli Oliveira de Barbosa, da Tamo Juntas, organização feminista que atende mulheres em situação de violência fundada em Salvador (BA), o cenário é  bastante desafiador para as mulheres, que assistem o número de feminicídios aumentar a cada dia.

O caso de Henay Rosa Gonçalves Amorim, de 31 anos, crime ocorreu dentro do apartamento onde ela morava com o companheiro, o empresário Alison de Araújo Mesquita, de 43 anos, em Belo Horizonte, ou durante o trajeto de carro até Itaúna. O caso, inicialmente registrado como um acidente de trânsito, passou a ser investigado como feminicídio após a Polícia Civil analisar imagens de câmeras de segurança de um pedágio na MG-050, em Itaúna. Os registros levantaram suspeitas sobre a dinâmica do acidente, ocorrido no último domingo (14).

Alison é investigado por suspeita de matar Henay e simular o acidente para tentar encobrir o crime. Com o avanço das apurações, ele foi detido durante o velório da personal shopper, na segunda-feira (15). Ele confessou o crime e está preso no Presídio Floramar, em Divinópolis. 

Já em Ermida, vive Juarez Marques, acusado de matar a esposa com um banco de madeira, fugiu após o crime. Até hoje está escondido em uma área de mata fechada próxima às residências na zona rural de Divinópolis.