Thalles Yan de Tasso, de 29 anos, foi preso na quinta-feira (19) na Operação Inimigo Íntimo, em Divinópolis. Ele era apontado como o chefe da quadrilha que praticava crimes como tráfico de drogas, comércio de armas de fogo e homicídios na região dos bairros Nações e Sagrada Família. As investigações apontam o local como o centro das operações.
A ação em conjunto da Polícia Militar, Polícia Civil e Ministério Público prendeu 15 pessoas, sendo 14 por mandados expedidos pela Justiça e uma em flagrante.
De acordo com o delegado da Polícia Civil de Divinópolis, Weslley Castro, o líder da facção criminosa e foi apreendido por matar o próprio pai em 2012, em um crime que chocou a cidade. O acusado confessou o crime e ainda disse que a motivação era uma discussão, visto que seu pai não concordava com os crimes cometidos por seu filho. O então adolescente foi apreendido e encaminhado para o Centro Socioeducativo de Divinópolis. Lá, ele esteve internado por mais de um ano.
Criminoso era conhecido em Divinópolis
Logo depois de sua liberdade, o jovem voltou a se envolver em crimes. Em 2015, Thalles foi preso por tráfico de drogas no bairro Dona Rosa.
Ele também foi um dos suspeitos de participar de um latrocínio contra uma comerciante em uma lanchonete no bairro Nossa Senhora das Graças. O crime aconteceu em junho de 2016 e causou comoção. A PM prendeu Thalles por tráfico de drogas no bairro Nações. Porém, as investigações analisaram que o bandido não estava envolvido no caso, não sendo citado no julgamento final.
Em 2018, denúncias anônimas indicaram que o bandido estava envolvido em roubos. A Polícia o deteve no bairro Dona Rosa e apreendeu uma arma que é semelhantemente a utilizada nos crimes.
O ex-vereador Sargento Elton (PL), que apreendeu o jovem em 2012 e o prendeu em 2016, comenta que as leis devem ser reformadas para evitar reincidências. “Isso demonstra claramente a fragilidade jurídica e penal em nossos país. É necessário mudança de Leis e reforma do Código Penal e Processo Penal, além disso, a alteração na Lei de Execução Penal, entre outras providências. Quantas vidas perdidas poderiam ter sido evitada se já na primeira prisão, ficasse preso e condenado?”, questionou.















