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Acusado de estuprar e engravidar a sobrinha de 10 anos é preso em Betim

Postado em 18/08/2020 15:54

O suspeito de estuprar e engravidar a sobrinha de 10 anos, em São Mateus, no Espírito Santo, tem 33 anos de idade e assumiu o “relacionamento amoroso” com a criança e vinha mantendo relações sexuais com ela desde 2019. A Polícia Civil explicou que pela idade da vítima, que é uma criança, independentemente de “consentimento”, o ato é considerado crime de estupro de vulnerável. “Não existe essa questão de consentimento, isso não é válido”, explicou. “Um só estupro já era suficiente para configurar o crime, mas, com essa declaração dele, de mais estupros, a situação criminal dele se agrava”, explicou o delegado geral da Polícia Civil do Espírito Santo, José Darcy Arruda.

O tio foi preso após diligências da Polícia Civil. “Assim que soube que seria investigado, ele fugiu para a Bahia, de lá ele foi para Nanuque, no interior de Minas, e posteriormente para Betim, onde identificamos que ele estava na casa de familiares. E com medo de sua integridade física e por medo de morrer, ele mesmo quis se entregar”, explicou o superintendente de Polícia Regional Norte da Polícia Civil do Espírito Santo, Ícaro Ruginski.

A criança, de acordo com a Polícia Civil, tem um histórico de vida bastante complicado. A mãe dela era andarilha e já morreu, o pai está preso, e ela vive com os avós, que são ambulantes na praia. O suspeito morava na mesma casa e nesse contexto cometia os estupros. Ele chegou a dizer aos policiais que o pai e o avô da criança também a estupravam. A hipótese será investigada, mas a princípio a polícia acredita que o suspeito seja o único estuprador. 

A vítima disse durante as investigações que os estupros ocorriam desde quando ela tinha 6 anos. “Esse homem é um monstro e está muito claro que ele tem que ficar enjaulado e não tem condições de viver em sociedade”, avalia o coronel da Polícia Militar do Espírito Santo, Alexandre Ofranti Ramalho, secretário de Segurança Pública do ES. 

O caso foi descoberto e ganhou repercussão no último dia 8 de agosto, depois que a gravidez da criança foi descoberta em um hospital de São Mateus. A menina passou mal com dores abdominais no dia anterior e na unidade de saúde foi descoberta a gestação e, consequentemente, os estupros. 

Após a descoberta do crime, a Justiça decidiu que ela poderia fazer o aborto do feto. Na decisão judicial que permitiu a interrupção da gravidez, o juiz Antônio Moreira Fernandes, da Vara da Infância e Juventude da cidade de São Mateus, no Espírito Santo, entendeu que é legítimo o aborto em casos de gravidez decorrente de estupro, risco de vida à gestante e anencefalia fetal. O Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes (Hucam), vinculado à Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) se negou a fazer o procedimento. Então foi em Recife que ela foi internada no último domingo (16) e passou pelo procedimento nesta segunda-feira (17). 

Religiosos se reuniram em frente ao hospital para protestar contra o aborto. Enquanto isso também surgiram protestos em favor do procedimento. Os dados da unidade de saúde deviam ser secretos, no entanto eles vazaram nas redes sociais, bem como informações da vítima. A Polícia Civil do Espírito Santo abriu um procedimento para apurar esse vazamento. 

O aborto acabou sendo mais criminalizado pela sociedade que o estupro, inclusive o médico que salvou a vida dela é tido como um representante do inferno, enquanto o estuprador viajava por três estados sem nada sofrer. A justiça tenta reparar esse erro, onde a menina foi vítima duas vezes, ou mais, já que a identidade dela foi revelada nas redes sociais.

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