
A Petrobras anunciou redução no preço da gasolina vendida às distribuidoras, com validade a partir desta terça-feira (27/01).
O corte é de R$ 0,14 por litro na gasolina “A” (a que sai da refinaria), fazendo o preço médio cair para R$ 2,57/litro.
Na prática, isso pode aliviar o bolso nos postos, mas o desconto não é automático — e nem sempre chega inteiro até o consumidor.
O que muda
A gasolina que você coloca no carro no posto é a gasolina C: ela é a mistura de gasolina A + etanol anidro (mistura obrigatória hoje é de 30% de etanol).
Ou seja: quando a Petrobras reduz a gasolina A em R$ 0,14, o efeito “puro” na gasolina C costuma ser menor, porque:
- parte do litro é etanol (que tem preço próprio),
- existem impostos,
- e entram margens e custos de distribuição e revenda.
Quanto pode cair no posto?
Se o repasse fosse “redondo”, a redução de R$ 0,14 na gasolina A poderia virar algo em torno de até ~R$ 0,10 por litro na bomba (porque a gasolina C tem 70% de gasolina A). Mas isso depende do repasse e pode ser:
- menor,
- demorar alguns dias,
- ou até não aparecer em alguns postos.
E em Divinópolis: o que esperar?
Em Divinópolis, o preço médio da gasolina vinha girando em torno de R$ 6,09, com variação encontrada na cidade.
Com o anúncio da Petrobras, o cenário mais comum é:
- queda gradual ao longo dos próximos dias, conforme os postos recebem combustível comprado com o novo valor;
- ou redução pequena, se distribuidoras e postos segurarem parte do desconto por custo/estoque.
Um ponto importante: desde 1º de janeiro de 2026, o ICMS da gasolina passou a ser R$ 1,57 por litro (valor fixo nacional), então o imposto estadual continua pesando no preço final.
Por que o preço não cai na hora?
Porque o posto costuma ter estoque comprado antes do corte. E o preço final é “um quebra-cabeça”: Petrobras é só uma parte do valor; o resto vem de impostos, etanol e margens da cadei












