Pular para o conteúdo

Pesquisa Quaest aponta liderança de Cleitinho em Minas e cenário fragmentado ao Senado

Em ano de eleição, mais de 1 milhão mineiros ainda precisam regularizar o título de eleitor

Quaest em Minas: Cleitinho lidera governo e disputa ao Senado segue aberta

A pesquisa Genial/Quaest divulgada em abril de 2026 mostra um cenário inicial favorável ao senador Cleitinho Azevedo na disputa pelo Governo de Minas Gerais. Ele lidera os principais cenários de primeiro turno e também aparece à frente em simulações de segundo turno contra nomes como Alexandre Kalil, Rodrigo Pacheco, Mateus Simões e Flávio Roscoe.

O levantamento foi realizado entre os dias 22 e 26 de abril, com 1.482 entrevistas presenciais em Minas Gerais. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

Cleitinho lidera, mas eleição ainda está em formação

Apesar da vantagem nos cenários estimulados, a pesquisa mostra que a eleição ainda está pouco formada na cabeça do eleitor. Na intenção de voto espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados, Cleitinho aparece com 7%, enquanto 86% dos entrevistados ainda se dizem indecisos.

Nos cenários estimulados, Cleitinho aparece com percentuais entre 30% e 37%, dependendo da composição da disputa. O desempenho coloca o senador como o principal nome da largada eleitoral em Minas.

Kalil aparece como principal adversário hoje

Entre os possíveis adversários, Alexandre Kalil é o nome que aparece com maior competitividade para disputar uma vaga no segundo turno contra Cleitinho. Nos cenários em que os dois aparecem, Kalil marca 14% e 16%, ficando como principal concorrente direto.

Rodrigo Pacheco também aparece como nome relevante, especialmente quando Kalil não está no cenário. O presidente do Senado marca entre 8% e 12% nas simulações, mostrando potencial de crescimento.

Mateus Simões, vice-governador, aparece mais distante, com percentuais entre 3% e 5%. O desafio dele é transformar a aprovação do governo Romeu Zema em voto próprio, algo que ainda não aparece de forma expressiva na pesquisa.

Eleitor quer mudança, mas também independência

A pesquisa mostra que o eleitor mineiro deseja mudança. Para 44%, o próximo governador deve “mudar totalmente” o que vem sendo feito. Outros 38% defendem mudar apenas o que não está bom. Apenas 13% querem continuidade plena do trabalho atual.

Esse ambiente favorece candidaturas com discurso de renovação. No entanto, outro dado chama atenção: quando perguntado sobre o perfil desejado para o próximo governador, 37% preferem alguém independente, contra 30% que gostariam de um aliado de Lula e 28% que preferem um aliado de Bolsonaro.

Esse dado indica que parte importante do eleitorado mineiro não deseja, necessariamente, transformar a eleição estadual em uma repetição da polarização nacional.

Senado: Marília Campos, Carlos Viana, Aécio e Domingos Sávio aparecem no grupo competitivo

Na disputa ao Senado, o cenário é mais aberto. Como Minas elegerá duas vagas, a pesquisa mostra um quadro mais fragmentado.

Marília Campos aparece numericamente à frente nos cenários testados, com percentuais entre 17% e 19%. Ela é hoje o nome mais regular da disputa.

Carlos Viana também aparece competitivo, chegando a 15% em um dos cenários. Com mandato e presença estadual, surge como nome forte para brigar por uma das vagas.

Aécio Neves tem alto conhecimento, mas enfrenta rejeição elevada. Segundo a pesquisa, 36% dizem que o conhecem e votariam nele, mas 51% afirmam que o conhecem e não votariam. Isso mostra força eleitoral, mas também um teto de resistência importante.

Domingos Sávio aparece com percentuais menores, em torno de 8%, mas com rejeição baixa e alto desconhecimento, o que pode representar margem de crescimento durante a campanha.

Conclusão

A fotografia da Quaest mostra Cleitinho como favorito inicial ao Governo de Minas, com vantagem nos cenários de primeiro e segundo turno. A disputa, porém, ainda está em fase inicial, com alto índice de indecisos na espontânea e espaço para movimentações políticas até a campanha.

No Senado, o cenário está mais indefinido. Marília Campos, Carlos Viana, Aécio Neves e Domingos Sávio aparecem hoje como os nomes mais relevantes, mas o alto índice de eleitores que ainda podem mudar de voto indica que a eleição para as duas vagas segue aberta.