Operação do MP desarticula fraude milionária e prende empresário em Itaúna

Postado em 02/12/2015 12:57

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) realizou na manhã desta quarta-feira (2), em Itaúna a Operação ‘As Minas do Rei Salomão’. A ação teve cumprimento de mandados de busca e apreensão em estabelecimentos e na residência de Eire Salomão, de 45 anos, apontado como sócio e articulador de um esquema de sonegação fiscal no setor de distribuição de alimentos e medicamentos. A Justiça decretou a prisão preventiva do empresário, que foi levado para a Delegacia de Polícia e deve ser encaminhado para Belo Horizonte.

 

A Operação foi realizada pelo Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Defesa da Ordem Econômica e Tributária (Caoet), e pela 5ª promotoria de Justiça de Itaúna, em parceria com a Secretaria de Estado de Fazenda (SEF), Polícias Militar e Civil, além da Advocacia-Geral do Estado (AGE). Participaram da ação três promotores de Justiça, 22 auditores fiscais, dois procuradores do Estado, três delegados e 25 policiais civis.Segundo as investigações, as empresas Legacy Distribuidora e Minasmix devem aproximadamente R$70 milhões aos cofres públicos pelo Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS).

 

De acordo com o Ministério Público, por manobras do sócio, a Legacy alterou sua razão social e objeto social, passando a se identificar como uma empresa de peças novas e usadas e junto com a Mais Medicamentos Ltda. (também comandada pelo empresário), fizeram simulados de compra e venda com intermédio de uma transportadora, que também fazia parte do esquema. A Secretaria de Fazenda estima que as fraudes atuais acrescente o montante de R$10 milhões ao valor e a quantia pode dobrar, de acordo com os trabalhos de análise e auditoria. O Ministério Público ainda suspeita que Eire tenha praticado crimes de lavagem de dinheiro, esvaziando o capital das empresas e o patrimônio pessoal e simulado transações imobililárias com terceiros.

 

 

Prisão em 2014

 

Salomão já foi preso em 28 de maio de 2014 durante a Operação Sanguinello, realizada pelo Ministério Público, a Secretaria de Estado de Fazenda e a Polícia Civil de Minas Gerais, o MP do Espírito Santo e a SEF do Espírito Santo.  Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão em empresas e residências nas cidades de Belo Horizonte, Betim, Contagem, Divinópolis, Itaúna e Vila Velha.

 

Na época, Eire foi um dos presos por sonegação fiscal. Segundo o Ministério Público, a estimativa do valor sonegado em ICMS seria de R$120 milhões de reais. No ano passado ainda foram presos Gilvan Inácio Villefort, que trabalhava para Eire; e Solange Aparecida Silva Borges, que também prestou serviços para a dupla.

 

Eire também esteve envolvido em outro esquema de sonegação fiscal em 2014. (Foto: Divulgação)

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