Oito maneiras de ser Papai Noel o ano inteiro

Postado em 24/12/2016 7:08

O Natal desperta a solidariedade nas pessoas. Nesta época, são comuns campanhas para arrecadar alimentos, brinquedos ou para fazer visitas a instituições. Passada a festa, porém, as necessidades continuam, mas as doações diminuem. “Nessa época, ‘chove’ de gente querendo ajudar. Passa o Natal e as crianças continuam lá, precisando de carinho, atenção e ajuda o ano todo”, diz o administrador Matheus Foureaux, 27, que realiza diversos trabalhos voluntários durante o ano, entre eles, visita a hospitais pediátricos. 
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A realidade é a mesma na Fundação Sara Albuquerque Costa, de assistência a crianças e adolescentes com câncer. “Neste mês, teve dia que recebemos 17 visitas de pessoas e empresas com doações. Durante o ano, tem semana que não temos nenhuma visita” diz a coordenadora de captação de recursos da instituição, Gláucia Pedrosa. 
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Para evitar que as boas ações passem junto com o espírito natalino, preparamos uma lista com oito sugestões para quem quer ser Papai Noel o ano inteiro. Escolha a sua para começar 2017 fazendo o bem. 
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1) Doe sangue:
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Doar sangue é um gesto que não custa nada, salva vidas e pode ser repetido três vezes ao ano por mulheres e quatro vezes por ano por homens. A demanda por sangue existe durante todo o ano e cresce em épocas de férias e feriados prolongados, quando o risco de acidentes é maior e, por isso, há mais pessoas precisando de transfusão. E, justamente nesses períodos, o volume de doações cai 20%, informa a assessora da gerência de captação e cadastro do Hemominas, Viviane Guerra. Ela diz que cerca de 2% da população de Minas Gerais faz doações regulares, menos do que o indicado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que calcula o percentual ideal de doadores entre 3% e 5% da população.

Podem doar sangue pessoas com boa saúde, entre 18 e 60 anos (e as de 16 e 17 anos e acima de 60 anos em condições específicas). As condições e restrições estão no site do Hemominas http://www.hemominas.mg.gov.br. As doações podem ser agendadas pelo telefone 156, na opção 8.

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2) Recolha doações no seu aniversário:
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Em vez de ganhar presentes de aniversário parentes e amigos, você pode pedir uma doação em dinheiro ou produtos para alguma instituição que você conheça. Foi assim que a economista Rachel Carneiro comemorou o primeiro aniversário de seu filho, Enrico, no início de dezembro. “A festa de um ano é uma festa grande, convidei cem pessoas. E o Enrico não precisava de presente de tanta gente”, diz ela, que pediu fraldas e leite em pó. Foram mais de 40 pacotes de fralda e muitas latas de leite, que foram encaminhados a projetos sociais por uma amiga. Rachel “copiou” a ideia da irmã, que tem três filhos e em algumas festas dispensa os presentes para os meninos e arrecada doações.
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3) Desenvolva uma campanha:
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Se você conhece uma causa ou uma instituição que tenha carências, pode ser uma boa ideia criar uma campanha entre amigos ou nas redes sociais para arrecadas doações. Em Sete Lagoas, na região Central de Minas Gerais, um grupo de 17 designers se uniu para fazer um projeto de revitalização da Vila Vicentina e criar espaços mais bonitos e funcionais para os 66 idosos que moram no local. Agora, o desafio é levantar os R$ 60 mil em doações financeiras ou de material para tirar o projeto do papel. O projeto, batizado como D Coração, tem página no Facebook onde estão detalhadas as ações propostas e os materiais necessários (tipo e quantidade). Quem quiser ajudar pode entrar em contato pelo e-mail dcoracaovoluntario@gmail.com ou pelos telefones e WhastsApp (31) 99174-3340 ou (31) 99865-1670.
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4) Leve alegria:
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Contar histórias, ensinar um trabalho manual, brincar, fazer palhaçadas. Em asilos, creches ou hospitais, grupos de voluntários levam alegria aos doentes ou internos. Uma vez por mês essa é a rotina do administrador Matheus Foureaux, que visita hospitais pediátricos com os amigos do grupo Tavarinho. Vestidos de palhaço ou de super-heróis, eles levam acessórios e fazem brincadeiras que deixam o dia das crianças mais leve. “A gente muda a rotina deles, pelo menos naquele momento. O que a gente recebe em olhares, sorrisos, abraços faz tudo valer a pena”, diz. O grupo tem oito integrantes fixos e recebe ajuda de voluntários. As informações estão na página “Grupo Tavarinho, no Facebook.
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5) Faça um trabalho voluntário:
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Recolher doações, ajudar na organização, brincar com crianças, levar doentes ao hospital. Nas instituições sempre há um trabalho para quem está disposto a doar o seu tempo. A fonoaudióloga Karine Kellvia de Souza é adepta do voluntariado desde 1998 e recomenda. “Quando a gente deseja fazer o bem, a gente encontra uma maneira”, diz ela. Toda segunda-feira, Karine participa de um grupo de distribuição de sopa para moradores de rua. Os alimentos são doados por açougues, supermercados e pessoas físicas e um grupo de voluntários cozinha e entrega as marmitas para cerca de 400 pessoas. Uma vez por mês, com outro grupo, ela visita locais como a Vila Santa Isabel, em Betim, onde moram famílias carentes, ou um asilo em Sabará. Na comunidade, são distribuídas cestas básicas, fralda, leite e outros itens para 120 famílias. No asilo, são realizadas atividades para alegrar os idosos. “É muito bom ajudar e eu vejo que meus problemas são muitos pequenos”, diz.
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6) Crie um projeto:
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Você pode usar uma habilidade, um hobby ou sua própria profissão para criar um projeto social. Foi o que fez a fotógrafa Sheyla Pinheiro, que decidiu doar sessões de fotos e books newborn (recém-nascido) para mães solteiras carentes. Ela diz que a ideia era fortalecer o vínculo entre mãe e filho e elevar a autoestima das mulheres no pós-parto. “Fica uma eterna recordação do momento. Quando os problemas e as necessidades aumentarem, elas podem olhar a fotografia e lembrar o imenso amor que sentem por seus filhos”, diz. Ao longo do ano, o projeto conquistou adeptos e cresceu. “Muitas pessoas se solidarizaram e eu consegui muito mais do que doar o meu trabalho. Doei fraldas, leite, roupinhas, brinquedos para o Natal e encaminhamos algumas meninas para entrevistas de emprego”, comemora. Sheyla diz que ajudar às mães fez muito bem a ela. “O projeto mudou minha vida. Ajudando a elas, eu consegui olhar de forma menos individualista para os meus problemas e transformei tudo que já foi dor em amor”, afirma.
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7) Seja doador de medula:
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Hoje, 1.320 pessoas buscam doadores de medula óssea no Brasil, de acordo com o Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome). A chance de encontrar um doador fora da família é de uma em cem mil. Podem doar medula pessoas entre 18 e 55 anos com boa saúde. O cadastro é feito nos hemocentros, onde é coletada uma pequena amostra de sangue. Quando a compatibilidade é identificada, o potencial doador é chamado para novos exames, que irão confirmar se o transplante será mesmo viável. A assessora da gerência de captação e cadastro do Hemominas, Viviane Guerra, diz que tão importante quanto fazer o cadastro, é mantê-lo atualizado. “É muito frustrante quando é identificada a compatibilidade, mas não encontramos o doador, porque o telefone e o endereço estão desatualizados”, diz.

O cadastro pode ser feito no Hemominas, de segunda a sexta-feira, de manhã. Informações pelo telefone 156. A atualização do cadastro pode ser feita no Hemominas ou no site do Redome pelo endereço http://redome.inca.gov.br/doador-atualize-seu-cadastro

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8) Ajude a manter uma instituição:
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Pequenos valores podem fazer diferença para projetos sociais. Escolha uma instituição com a qual você se identifique, pesquise sobre a seriedade do projeto e faça doações em dinheiro ou em produtos. “Nosso grande desafio é a manutenção das casas”, diz a coordenadora de captação de recursos da Fundação Sara Albuquerque Costa, Gláucia Pedrosa. A instituição atende a crianças e adolescentes com câncer e, atualmente, dá assistência a cerca de 80 famílias na unidade de Belo Horizonte. e recebe doações a partir de R$ 5.
Os assistidos recebem moradia, alimentação, assistência psicológica, transporte para fazer exames, ajuda no custeio de remédios e tudo é mantido por meio de doações. “São pequenos valores que, somados, ajudam demais”, diz Gláucia. A instituição aceita doações em dinheiro por meio da conta de Cemig e da Copasa, por débito nos bancos Santander e do Brasil, por boleto bancário e também aceita doações de alimentos, produtos de higiene e limpeza e artigos para serem vendidos no bazar. Informações pelo telefone (31) 3284-7690.
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Fonte: Jornal O Tempo
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Jornal O Tempo

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