Mulher no volante, perigo contante? As estatísticas mostram que não

Postado em 01/12/2015 17:39

 

Se você é mulher e motorista, provavelmente já ouviu frases como “mulher e trânsito não combinam”; “mulher no volante, perigo constante” e a mais comum “tinha que ser mulher”. Mas não é exatamente o que os dados estatísticos mostram. 

 

De acordo com Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN) em 2014, dos mais de 60 milhões de motoristas no Brasil, quase 20 milhões são do sexo feminino. 71% dos acidentes são provocados por homens e apenas 11% pelas mulheres. Sem contar que 70% das multas são para motoristas do sexo masculino. Já o Ministério da Saúde aponta que o índice de homens que morreram no trânsito em 2010, é quase quatro vezes maior do que o de mulheres, de 78%contra 22%.

 

De acordo com proprietário de uma autoescola, Elton Nunes, a procura pela habilitação é mais constante das mulheres, em torno de 65%. A mulher é mais responsável com relação à legislação brasileira, a mulher se preserva mais em não fazer coisa errada.

 

Hoje elas não estão apenas atrás do volante, mas também ao lado, ensinando como é que se dirige. Como é o caso de Micheline Mara, que é instrutora de trânsito há 8 anos e tem em média 11 aulas por dia e não se vê fazendo outra coisa. 

 

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Micheline é instrutora de trânsito há 8 anos.

 

Além de serem consideradas mais cautelosas, as mulheres também são unidas. Maria Longuinha da Silva, que  trabalha com viagens e transportes de estudantes, conta participa de um grupo no Whatsapp, onde só tem motoristas mulheres. Um canal onde elas trocam informações sobre tudo que acontece  no trânsito na cidade e na região.  

 

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