A diarista Paola Stefany Neto Cirino, principal suspeita do assassinato do advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e da empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, foi presa na madrugada desta quinta-feira (2) em um hotel de Itabira, na Região Central de Minas Gerais. Ela foi localizada por policiais civis enquanto estava acompanhada do filho, de 6 anos.
A suspeita foi indicada por um familiar para trabalhar como diarista na casa do casal, no bairro São Pedro, em Belo Horizonte. Câmeras de segurança flagraram a entrada dela no prédio na manhã do crime, na última segunda-feira (29), e a saída horas depois, já com roupas trocadas e carregando bolsas e pertences das vítimas. Segundo a polícia, antes de fugir, ela tomou banho no apartamento.
Em entrevista nesta quinta, o delegado Gustavo Barletta, do Departamento Estadual de Investigação de Crimes contra o Patrimônio (Depatri), informou que a Polícia Civil localizou Paola em Itabira ainda na quarta-feira (1º) e passou a monitorar seus passos antes de efetuar a prisão. Ela não resistiu à abordagem e disse aos agentes que já esperava ser detida por causa da repercussão do caso.
Mulher confessa crime em BH
Durante conversa com os investigadores, Paola confessou o crime. Segundo o delegado, ela afirmou que foi ao apartamento sem a intenção de roubar, mas mudou de ideia ao ver os bens do casal. Questionada sobre os assassinatos, alegou ter tido um “surto psicótico”. No auto de prisão em flagrante, porém, preferiu ficar em silêncio.
Ela negou que o crime tenha sido motivado por dívidas com jogos de azar. De acordo com o delegado, Paola disse que esses débitos já estavam quitados e que pretendia vender os objetos roubados apenas para cobrir despesas pessoais.
Segundo o relato da suspeita à polícia, ela dopou o casal com quatro comprimidos de um medicamento de uso pessoal antes de atacar. A faca usada no crime foi encontrada na própria residência. Ela contou que Cláudio acordou e tentou reagir, mas foi empurrado de volta para a cama e recebeu os golpes. Em seguida, Maria Clotilde também teria acordado e foi esfaqueada. A versão, segundo a Polícia Civil, é compatível com os ferimentos de defesa constatados pela perícia.
A faca foi lavada e escondida no apartamento pela suspeita, e deve ser recolhida para análise. As investigações seguem para recuperar os objetos levados e apurar se outra pessoa participou do crime. Embora Paola tenha dito que o homem que a aguardava num carro próximo ao prédio era apenas um motorista de aplicativo, a polícia ainda investiga a participação dele.
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