Homem é condenado a mais de 21 anos de prisão após abusar da neta de sua companheira em Divinópolis

Postado em 14/11/2018 15:46

Homem é condenado a mais de 21 anos de prisão após abusar da neta de sua companheira em Divinópolis

A 2ª Vara Criminal de Divinópolis e o juiz Mauro Riuji Yamane condenaram um homem a 21 anos e três meses de prisão após ser acusado de estuprar a neta de sua companheira durante seis anos.

Segundo informações do Ministério Público, a vítima começou a ser abusada aos 8 anos e apresentou sintomas de estresse pós-traumático, queda no rendimento escolar e agressividade.

Além disso, o homem foi acusado de constranger a menina a atos libidinosos, aproveitando do fato de ser companheiro da avó da vítima.

De acordo com dados da denúncia, o suspeito a beijava e a abraçava excessivamente, além de obrigar a vítima a assistir pornografia. O homem também tocava o corpo da menina e a coagia a fazer o mesmo com ele.

A denúncia também afirma que o suspeito se masturbava na presença da menina e ejaculava sobre ela e, em seguida, fazia ameaças. Segundo os autos, o homem também falava que em breve praticaria sexo com a vítima.

Porém, o réu negou todas as acusações e destacou que tratava a menina da mesma forma que os demais filhos e netos de sua parceira. O homem ainda ressaltou que a adolescente criou a história como forma de retaliação, já que ele descobriu que ela enviava fotos íntimas pelo celular.

No entanto, a mãe da vítima disse ter observado mudanças no comportamento da filha, com sinais de depressão, crises de choro, automutilação, introspecção e agressividade. Ainda conforme a mulher, quando o agressor foi preso, em dezembro de 2017, o desempenho escolar e pessoal da menina melhorou.

Vale ressaltar que o réu foi denunciado em fevereiro deste ano. O juiz Yamane relatou que a vítima se mostrou coerente e rica em detalhes, destacando que a menina foi ouvida várias vezes, por policiais, psicólogos e familiares e se manteve firme na descrição da violência sofrida, que ele caracterizou como um calvário.

Por: Gabrielle Junqueira
(com revisão de Patrícia Marques) 

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