Greve dos servidores divide opiniões em Divinópolis; Veja reportagem

Postado em 28/03/2016 19:28

A greve dos servidores acontece num período em que se discute a crise política e econômica do país. A medida do sindicato tem gerado divergência.

A divisão de opiniões se justifica, pois o país enfrenta hoje uma grave crise econômica e política. Segundo a Prefeitura de Divinópolis, o município não tem condições de discutir qualquer índice de revisão salarial neste momento. De acordo com a administração, a folha de pagamento, de 2009 à 2016 teve um crescimento de 112,75%, enquanto a inflação acumulada deste período foi de 64,48%.

O SINTRAM solicita um reajuste de 12,59%. Um índice acima dos acordos firmados em outros setores. Os funcionários no INSS aceitaram o parcelamento do aumento em quatro anos, 2017, 2018 e 2019. Para este ano, o percentual acrescido será de 5,5%. A USIMINAS, maior empresa do ramo de gusa insiste em  não pagar sequer as perdas acumuladas, já que a categoria pede aumento de 10%. Mesmo caso da Gerdau, que determinou reajuste zero em todos os estados que possui unidades. A discussão está na justiça. O Sindicato dos Comerciários do Brasil tem aprovado as reposições de perdas em benefícios como alimentação.

No setor público, a crise é ainda pior, para cumprir o compromisso de pagar a folha salarial, o governo do estado optou em parcelar o salário dos servidores.

A dificuldade financeira do município divide opiniões até mesmo da categoria. Os profissionais da educação não aderiram a greve que iniciou hoje.

Segundo dados do governo em 2001, a Prefeitura tinha 3715 servidores em 2008. Este número subiu para 5306, o aumento foi de 40%. O crescimento acima da receita inviabiliza a concessão do reajuste que pode gerar prejuízos em vários setores do município.

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