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Frota de ônibus em Divinópolis não é renovada desde 2020; moradores lidam com problemas

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Por Marcos Sant’ Ana*

Em meio a queda de braço entre Consórcio Transoeste e Prefeitura de Divinópolis sobre os valores de subsídio do transporte coletivo, que foi aumentado de R$ 480 mil para R$ 530 mil em reunião realizada nesta segunda-feira (10), além das reivindicações de trabalhadores do setor, a população segue convivendo com problemas e reclama da qualidade do serviço.

A frota do transporte coletivo não é renovada desde fevereiro de 2020, quando dez novos ônibus foram comprados pela empresa Trancid. O anúncio foi publicado nas redes sociais do Consórcio Transoeste.

Anúncio da nova frota em 2020. Desde então, não foram adquiridos novos veículos 0 km. Foto: Consórcio Transoeste/Divulgação

Ainda no começo de 2020, seis novos ônibus passaram a compor a frota da Exdil, que foi adquirida pela Trancid em fevereiro e que agora possui quase 93% da quantidade de veículos.

Segundo o Consórcio Transoeste e a Secretaria Municipal de Trânsito e Mobilidade Urbana (Settrans), há 164 veículos disponíveis para a população. Além da não renovação da frota, a população lida com problemas relacionados ao estado de conservação dos veículos que circulam pela cidade.

Um vídeo divulgado nas redes sociais registrou um ônibus parado no meio do itinerário da linha 22 (Tietê/Halim Souki) por conta de uma falha mecânica. Segundo informações, o veículo pertencia a Exdil. Segundo a moradora que filmou a situação, “a empresa está colocando sucatas para a população”. No vídeo abaixo, é possível notar que a estrutura interna não está em bom estado.

A redação do Portal MPA também recebeu imagens de um ônibus da linha 27 (São Luiz/Padre Eustáquio) que teve falha no elevador após uma passageira solicitar o uso na hora do embarque no bairro Afonso Pena, na tarde desta terça-feira (11).

Falhas nos elevadores são recorrentes nos ônibus. Foto: Redes Sociais

O que diz o Consórcio?

A redação do Portal MPA entrou em contato com o Consórcio Transoeste. Em relação aos problemas mecânicos nos veículos, a empresa alegou que apurou as ocorrências e que as manutenções são realizadas rigorosamente em dia.

Sobre a frota, o consórcio afirmou que não há novas aquisições por conta de problemas financeiros em consequência da tarifa, que não é reajustada desde 2019, além do aumento do preço do diesel e da diminuição do número de usuários. 

Ainda de acordo com a empresa, durante reunião realizada nesta semana com autoridades e sindicato no dia 10 de abril, o valor do subsídio municipal não é suficiente para atender as demandas de seus funcionários, mesmo com o aumento dos valores.

*Estagiário, sob a supervisão de Victor de Castro