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Campanha tenta combater fake news

Postado em 08/07/2020 15:21

Uma mudança radical na maneira de se dar a notícia, esse é o primeiro efeito das ‘fake news’ no jornalismo. Hoje todas as apurações são necessárias para saber se o fato, não é fake. Assessorias de imprensa passam a maior parte do tempo confirmando a veracidade dos fatos e quando vítimas da fake news é trabalho redobrado para tentar evitar um estrago maior. Nas coisas materiais certamente se é possível com o tempo comprovar que se tratava de uma falsa notícia, mas quando é a honra ou a saúde, por exemplo, as vezes é irreversível.

A campanha para valorização da imprensa responsável é uma forma também de alertar aos financiadores das fake news (ouça o áudio abaixo). Uma empresa que colabora financeiramente para a propagação de inverdades pode se tornar também vítima desse veneno. Alinhar o nome de uma empresa a pessoas que tentam destruir, utilizando mentiras, certamente perderá também a credibilidade no mercado.

Seja por falta de conhecimento, correria do dia-a-dia ou um lapso mesmo, na grande maioria das vezes as pessoas não percebem que são parte dessa rede de notícias falsas. Uma empresa (normalmente) cria uma notícia e utiliza da tecnologia para fazer ela aparecer várias vezes e em vários lugares ao mesmo tempo. Assim, o leitor desavisado acha que é algo já de conhecimento público e compartilha. Aquelas pessoas que receberem a partir desse momento passa a confiar em quem compartilhou e por isso vai redistribuindo até alguém avisar que é falso.

Em pesquisa  realizada  no fim de Junho e  começo de julho pela  Associação Paulista de Medicina destaca a influência das fake news, notícias falsas no atendimento médico. Quase 70% dos médicos relataram que as fakes news impactam na medida em que as pessoas minimizam o problema da Covid-19, e por isso não tomam ações de proteção e isolamento social.  48,9% dos médicos também relataram que as notícias falsas impactam negativamente pelo fato de as famílias os pressionarem por tratamentos que não têm eficácia científica comprovada.

O assunto é tão grave que o senado federal já votou o texto principal do projeto das fake news e foi aprovado. O projeto cria a Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet, conhecida como lei das fake news, as notícias falsas. Na prática, o projeto prevê normas para redes sociais e serviços de mensagem privada. O objetivo é   combater perfis falsos e identificar os autores de disseminação de notícias falsas. O texto traz uma série de medidas que os provedores devem adotar, sob pena de multa de até 10 % do faturamento da empresa no Brasil no último exercício.

Pela proposta, as novas regras valem apenas para as redes sociais com mais de 2 milhões de usuários. A identificação dos usuários irá ocorrer apenas em casos suspeitos. Perfis de agentes públicos, como ministros e o presidente da República, passam a ser considerados de interesse público, e não poderão bloquear o acesso de outras contas às publicações.

Além disso, antes de remover um conteúdo, os provedores deverão garantir o direito de resposta ao usuário, exceto em alguns casos específicos, como incitação à violência contra pessoa ou grupo, especialmente em razão de sua raça, gênero, orientação sexual, origem ou religião.

O projeto determina ainda o rastreamento das mensagens encaminhadas em redes privadas, como o WhatsApp, e a identificação dos usuários. Esses dados devem ser guardados por três meses, e só podem ser revelados mediante autorização judicial. Fica proibida a comercialização de serviços de disparos em massa, atividade que será fiscalizada pelas próprias empresas e plataformas. O texto prevê ainda a criação do Conselho de Transparência e Responsabilidade na Internet, que deverá estipular um código de conduta para empresas e usuários.

 

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