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EUA aplicam sanções a brasileiros e empresas por suposta ligação com o PCC

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O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira (1º) sanções econômicas contra dois brasileiros, três empresas sediadas no Brasil e uma empresa de Portugal por suspeita de envolvimento com uma rede de lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC). As medidas foram oficializadas pelo Departamento do Tesouro norte-americano.

Os brasileiros sancionados são Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira. Também foram incluídas na lista as empresas Victory Trading Intermediação de Negócios Cobranças e Tecnologia Ltda, Pixwave Soluções de Pagamentos Ltda, Wave Construções Inteligentes Ltda e a portuguesa Avenidas Flutuantes Unipessoal Lda.

Segundo o governo norte-americano, Victor Shimada seria um elo entre integrantes do PCC na Flórida e traficantes internacionais. Ele é acusado de lavar mais de US$ 30 milhões por meio de criptomoedas para enviar recursos ao Brasil em benefício da facção. Já Stella, apontada como parente e ex-secretária de Shimada, teria atuado na logística e na movimentação de grandes quantias em dinheiro.

As autoridades dos EUA afirmam que as empresas faziam parte da estrutura usada para lavar dinheiro da organização criminosa. O comunicado também cita que a Victory Trading teria sido utilizada para lavar recursos desviados de um clube de futebol brasileiro, sem mencionar o nome da equipe. Shimada já havia sido denunciado pelo Ministério Público de São Paulo, em 2025, por lavagem de dinheiro no caso da VaideBet, antiga patrocinadora do Corinthians.

Esta é a primeira rodada de sanções aplicada pelo governo Trump desde que os Estados Unidos classificaram o PCC e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas internacionais, em junho. Segundo o Departamento do Tesouro, a facção utiliza o sistema financeiro norte-americano para lavar dinheiro e representa uma ameaça à segurança nacional do país.