O aumento dos combustíveis tem gerado dúvidas e críticas por parte dos consumidores, mas o preço final não depende apenas dos postos.
De acordo com o empresário Adriano, dono da rede de postos Xavante, em entrevista ao ‘Bom dia Divinópolis’ na Rádio Minas FM, o valor é formado em várias etapas. A Petrobras fornece o combustível para as distribuidoras, que repassam aos postos. Com o aumento nos custos, todo o sistema sofre reajustes.
“Se a distribuidora vende mais caro, o posto precisa repassar. Não tem como absorver esse aumento”, explicou.
Além disso, os impostos também influenciam. O ICMS sobre o diesel, por exemplo, pode ultrapassar R$ 1,30 por litro. O governo federal já reduziu parte dos tributos e negocia novas medidas para conter a alta.
Outro fator é a falta de investimento em refinarias. Mesmo sendo produtor de petróleo, o Brasil precisa enviar o produto para o exterior e importar derivados, o que encarece ainda mais o processo.
Apesar das críticas, órgãos como ANP, Procon e Ministério Público têm intensificado a fiscalização. Eles analisam notas fiscais e custos para garantir que os aumentos não sejam abusivos.
Enquanto isso, o consumidor já muda hábitos. Muitos têm optado pelo etanol, embora o rendimento menor nem sempre compense. Já caminhoneiros enfrentam dificuldades e, em alguns casos, interrompem as atividades.














