O ex-governador de Minas e candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), votou na manhã deste domingo (4) com o seu celular para a cabine de votação. Por conta da prática, ele será alvo de investigação do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG).
Zema afirmou a jornalistas que está “tranquilo” com a eleição e que tem eleitores “em todo o país” — o que, segundo ele, justificaria sua continuidade na disputa. Mais recentemente, aliados declararam apoio a Flávio Bolsonaro (PL), o que levantou a possibilidade de o ex-governador desistir da candidatura.
Presidente do TRE diz que Zema pode ser detido
O episódio do celular pode trazer novos problemas na Justiça. No fim da manhã, o presidente do TRE-MG, Carlos Henrique Perpétuo Braga, afirmou que o ato pode “gerar pena de detenção”. “Valem as regras, e as regras dizem que não é possível usar o celular na cabine de votação. Nós temos que apurar especificamente o caso, verificar os seus contornos para emitir uma decisão final. Isso é irregular e caracteriza crime. Isso pode inclusive gerar pena de detenção“, declarou.
Pouco depois, Zema se justificou: disse que entrou com o celular na cabine por hábito e que ninguém o lembrou de que não poderia votar portando o aparelho. “Eu ando com o celular o dia todo. Ele é quase como se fosse um dedo. Ninguém me lembrou ali e eu fui votar normalmente. Não fotografei nada, não fiz nada com o celular. Fui só votar mesmo. A cola eu levei no papel”, afirmou.
Zema acompanhará a apuração em Belo Horizonte, onde deve estar com familiares e aliados no fim da tarde.














