Minas Gerais voltou a confirmar seu papel de “espelho” do Brasil e de estado decisivo para o resultado das eleições presidenciais. Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito no país, venceu em Minas com 50,43% dos votos. Flávio Bolsonaro (PL) ficou com 49,57%.
No Brasil, Lula obteve 51,79%, e Flávio, 48,21%. Minas foi o único estado onde o presidente virou no segundo turno. No primeiro, o candidato do PL havia ficado com 48,24% dos votos, e o petista, com 43,33%.
O presidente recebeu 6.351.099 votos em Minas, 109.313 a mais do que Flávio, que teve 6.241.786. No primeiro turno, a diferença entre os dois havia sido de 588.612 votos. A abstenção caiu de 22,8% para 20,33% entre os dois turnos — 3.327.941 eleitores não compareceram às urnas.
Minas ‘decide eleição’ desde 1955
O estado, que reúne características econômicas e sociais de diferentes regiões do país, manteve a tradição de refletir o resultado nacional. Desde a redemocratização, todos os presidentes eleitos no Brasil ganharam em Minas Gerais.
A última vez em que o resultado foi diferente da votação nacional foi em 1950. Na ocasião, Getúlio Vargas foi eleito presidente, enquanto Eduardo Gomes foi o mais votado no estado. Desde 1955, com a eleição de Juscelino Kubitschek, Minas decidiu as eleições.
Lula venceu em 528 municípios mineiros, e Flávio, em 325. No primeiro turno, o presidente havia ficado à frente em 452 cidades, e o adversário, em 401.
Dos dez maiores colégios eleitorais do estado, Flávio Bolsonaro teve vantagem em oito: Belo Horizonte, Uberlândia, Contagem, Betim, Montes Claros, Uberaba, Governador Valadares e Ipatinga. Lula ganhou em Juiz de Fora, onde já havia vencido no primeiro turno, e virou em Ribeirão das Neves.














