Em sua primeira declaração após vencer Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse neste domingo (25) que vai governar para todos e tentou apaziguar o clima polarizado da campanha de 2026. Lula foi reeleito para o quarto mandato com 51,8% dos votos válidos, contra 48,2% do adversário.
No início do pronunciamento, Lula agradeceu à população, aos partidos aliados e à equipe de campanha. Ele destacou o que classificou como o menor número de abstenções e de votos nulos da história e fez menção especial à juventude e aos idosos. “Quero agradecer ao povo brasileiro, pela generosidade que tem comigo há muito tempo, e à juventude brasileira. Quero agradecer às pessoas idosas, depois que vi hoje pessoas sendo carregadas pelos seus entes para ir votar, porque nós conseguimos convencê-las de que o voto era muito importante para segurar a democracia do nosso país”, afirmou.
Na sequência, Lula criticou as plataformas digitais, que, segundo sua campanha, teriam interferido na disputa. Sem citar o nome de Flávio Bolsonaro, voltou a chamar o adversário de miliciano, repetindo o que já havia dito nos debates.
O presidente também enviou um recado ao governo de Donald Trump, nos Estados Unidos, que esperava uma vitória do candidato do PL. “Como disse uma vez o meu cantor preferido, Chico Buarque de Holanda, ele gostava do nosso governo porque o nosso governo não falava grosso com a Bolívia e falava fino com os Estados Unidos. A gente falava igual com todo mundo”, declarou.
Lula falou ainda sobre o cuidado com os idosos, a necessidade de respeitar mais as mulheres e prometeu a regulamentação das redes sociais. Também defendeu transformar o Brasil “em um país do desenvolvimento” e anunciou investimentos no Sistema Único de Saúde (SUS).













